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domingo, 25 de outubro de 2015

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 178

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.


A oitava questão que vou tratar é a questão 178.


Enunciado

Um estudante está pesquisando o desenvolvimento de certo tipo de bactéria. Para essa pesquisa, ele utiliza uma estufa para armazenar as bactérias. A temperatura no interior dessa estufa, em graus Celsius, é dada pela expressão T(h) = -h² + 22h - 85, em que h representa as horas do dia. Sabe-se que o número de bactérias é o maior possível quando a estufa atinge sua temperatura máxima e, nesse 
momento, ele deve retirá-las da estufa. A tabela associa intervalos de temperatura, em graus Celsius, com as classificações: muito baixa, baixa, média, alta e muito alta.

Quando o estudante obtém o maior número possível de bactérias, a temperatura no interior da estufa está classificada como:

Alternativas
a) muito baixa
b) baixa
c) média
d) alta
e) muito alta

Desenvolvimento

A equação da temperatura em função das horas do dia é uma equação de segundo grau e, portanto, uma parábola. A equação dessa parábola possui os coeficiente a = -1, b = 22 e c = -85. O fato do coeficiente "a" ser negativo indica que a parábola possui concavidade voltada para baixo e, portanto, possui um valor máximo.

É útil lembrar que o valor máximo da parábola ocorrerá em h = -b / 2a. Substituindo "a" e "b" pelo valor dos coeficientes, verificamos que o máximo ocorre em:
h = -(-22) / (2*(-1))
h = 22/2
h = 11 horas.

Substituindo h = 11 na equação de T(h) obtemos T = 36,0 °C, que é a temperatura máxima da estufa. Isso corresponde a uma temperatura alta segundo a tabela.

É isso nesse post. Encontrou algum erro? Tem alguma sugestão ou crítica? Por favor, deixe um comentário! Assim que eu tiver tempo (o que deve ocorrer nos finais de semana) eu leio!

Abraço a todos e até mais.

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 174

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.

A sétima questão que vou tratar é a questão 174.





Enunciado


Uma carga de 100 contêineres, idênticos ao modelo apresentado na Figura 1, deverá ser descarregada no porto de uma cidade. Para isso, uma área retangular de 10 m por 32 m foi cedida para o empilhamento desses contêineres (Figura 2).

De acordo com as normas desse porto, os contêineres deverão ser empilhados de forma a não sobrarem espaços nem ultrapassarem a área delimitada.

Após o empilhamento total da carga e atendendo à norma do porto, a altura mínima a ser atingida por essa pilha de contêineres é:

Alternativas
a) 12,5 m
b) 17,5 m
c) 25,0 m
d) 22,5 m
e) 32,5 m

Desenvolvimento


Perceba que nos 10 m de largura da área delimitada conseguimos colocar 4 contêineres, já que os mesmos tem largura de 2,5 m (10 / 2,5 = 4). No comprimento conseguimos colocar 5 contêineres, já que 32 / 6,4 = 5. Portanto conseguimos colocar 5 * 4 = 20 contêineres no espaço delimitado. Para alocar todos os 100 contêineres precisamos fazer 5 camadas, já que 5 * 20 = 100. A altura das 5 camadas é de 12,5 m (já que 5 * 2,5 = 12,5 m).

Outras orientações de contêineres não são possíveis por não preencher completamente o espaço delimitado.

É isso nesse post. Encontrou algum erro? Tem alguma sugestão ou crítica? Por favor, deixe um comentário! Assim que eu tiver tempo (o que deve ocorrer nos finais de semana) eu leio!

Abraço a todos!

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 167

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.

A sexta questão que vou tratar é a questão 167.



Enunciado

A expressão "Fórmula de Young" é utilizada para calcular a dose infantil de um medicamento, dada a dose do adulto:

Uma enfermeira deve administrar um medicamento X a uma criança inconsciente, cuja dosagem de adulto é 60 mg. A enfermeira não consegue descobrir onde está registrada a idade da criança no prontuário, mas identifica que, algumas horas antes, foi administrada a ela uma dose de 14 mg de um medicamento Y, cuja dosagem de adulto é 42 mg. Sabe-se que a dose da medicação Y administrada a criança estava correta.

Então, a enfermeira deverá ministrar uma dosagem do medicamento X, em miligramas, igual a:

Alternativas
a) 15
b) 20
c) 30
d) 36
e) 40

Desenvolvimento

A primeira coisa que pensei ao ler a questão foi se a fórmula de Young era em homenagem a uma pessoa ou se era devido ao fato de calcular a dose para crianças.

Mas voltando à questão, a primeira coisa que devemos fazer é determinar a idade da criança a partir da dosagem anterior. Colocando as informações na equação, chegamos a:

14 = 42 * ( (Idade) / (Idade + 12) )

Multiplicando ambos os lados pelo denominador da parcela à esquerda, chegamos a:

14 * Idade + 168 = 42 * Idade

Isolando a idade chegamos a 6 anos.

Colocando a idade e as informações do medicamento X na equação chegamos a:

dose de criança = 60 * ( (6) / (6 + 12) ) = 60 * 6 / 18 = 20 mg

Portanto a dose infantil do medicamento X é 20 mg.

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Abraço a todos!

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 166

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.

A quinta questão que vou tratar é a questão 166.



Enunciado

As exportações de soja do Brasil totalizaram 4,129 milhões de toneladas no mês de julho de 2012, e registraram um aumento em relação ao mês de julho de 2011, embora tenha havido uma baixa em relação ao mês de maio de 2012.

A quantidade em quilograma, de soja exportada pelo Brasil no mês de julho de 2012 foi de:

Alternativas
a) 4,129 x 10^3
b) 4,129 x 10^6
c) 4,129 x 10^9
d) 4,129 x 10^12
e) 4,129 x 10^15

Desenvolvimento

É uma questão simples mas pode confundir. Ao converter o número do enunciado para notação científica obtemos 4,129x10^6 toneladas. Mas as alternativas são referentes a quilogramas. Como cada tonelada equivale a 1000 kg, precisamos multiplicar o número do enunciado por 1000, tornando o 4,129x10^6 toneladas em 4,129x10^9 quilogramas, que é a resposta da questão.

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Abraço a todos!

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 153

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.

A quarta questão que vou tratar é a questão 153.


Enunciado

O gerente de um cinema fornece anualmente ingressos gratuitos para escolas. Este ano serão distribuídos 400 ingressos para uma sessão vespertina e 320 ingressos para uma sessão noturna de um mesmo filme. Várias escolas podem ser escolhidas para receberem ingressos. Há alguns critérios para a distribuição dos ingressos:

1) cada escola deverá receber ingressos para uma única sessão;
2) todas as escolas contempladas deverão receber o mesmo número de ingressos;
3) não haverá sobra de ingressos (ou seja, todos os ingressos serão distribuídos).

O número mínimo de escolas que podem ser escolhidas para obter ingressos, segundo os critérios estabelecidos, é:

Alternativas
a) 2
b) 4
c) 9
d) 40
e) 80

Desenvolvimento

No enunciado é questionado o número mínimo de escolas que podem ser escolhidas para obter ingressos. Para escolher o mínimo de escolas devemos dar o máximo de ingressos possíveis para cada escola. Mas devemos atentar para os três critérios do enunciado.

O critério 1 diz que "cada escola deverá receber ingressos para uma única sessão". Isso significa devemos dividir os 400 ingressos da sessão vespertina entre um conjunto de escolas e os 320 da sessão noturna entre outro conjunto de escolas.

O critério 2 diz que "todas as escolas contempladas deverão receber o mesmo número de ingressos". Isso significa que ao dividir os 400 ingressos da sessão vespertina devemos chegar a lotes de tamanho igual a divisão dos 320 ingressos da sessão noturna.

O critério 3 diz que "não haverá sobra de ingressos", ou seja, a divisão dos 400 ingressos e dos 320 ingressos será exata, não deixando resto.

Se fizermos a fração entre os ingressos vespertinos e noturnos, veremos que 400 / 320 = 5 / 4. Ou seja, existe 5 partes de ingressos vespertinos e 4 partes de ingressos noturnos, o que totaliza 9 partes e nos dá a resposta, mas vamos conferir.

Perceba que ao dividir 400 por 5 chegamos a 80 ingressos. Se dividirmos 320 por 4 chegamos aos mesmos 80 ingressos. Assim atendemos ao critério 3.

Verifique que cada lote tem a mesma quantidade de 80 ingressos. Assim atendemos o critério 2.

Por fim, atente ao fato que os 400 ingressos foram dividindo entre si, não se misturando com os outros 320. Com isso garantimos que nenhuma escola receba parte dos ingressos de uma sessão e parte da outra, garantindo o critério 1.

Essa divisão em lotes de 80 ingressos faz com que o total de 720 ingressos seja dividida em 9 partes. Não há número maior que 80 que faça divisão sem restos entre 400 e 320, ou seja, 80 é o máximo divisor comum.

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Abraço a todos!

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 149

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.


A terceira questão que vou tratar é a questão 149.




Enunciado

Devido ao aumento do fluxo de passageiros, uma empresa de transporte coletivo urbano está fazendo estudos para a implantação de um novo ponto de parada em uma determinada rota. A figura mostra o percurso, indicado pelas setas, realizado por um ônibus nessa rota e a localização de dois de seus atuais pontos de parada, representados por P e Q.

Os estudos indicam que o novo ponto T deverá ser instalado, nesse percurso, entre as paradas já existentes P e Q, de modo que as distâncias percorridas pelo ônibus entre os pontos P e T e entre os pontos T e Q sejam iguais.

De acordo com os dados, as coordenadas do novo ponto de parada são:

Alternativas
a) (290 ; 20)
b) (410, 0)
c) (410 ; 20)
d) (440 ; 0)
e) (440 ; 20)

Desenvolvimento

Se a distância entre as paradas existentes e a nova parada a ser acrescentada são iguais, isso significa que devemos posicionar a nova parada exatamente na metade da distância entre as paradas atuais. Mas qual é essa distância? Até o fim da rua horizontal temos 550 - 30 = 520 metros (vou assumir que a unidade seja metros para uma questão de entendimento). Na rua vertical temos uma distância de 320 - 20 = 300 metros. Assim a distância total entre as paradas atuais é 520 + 300 = 820 metros.

Metade da distância entre as paradas atuais é 820 / 2 = 410 metros. Perceba que partindo do ponto P (30 ; 20) e andando 410 metros vamos acabar no ponto (440 ; 20), pois ainda não atingimos a rua vertical.

Portanto, a parada deve ser colocada em T = (440 ; 20).

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Abraço a todos!

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 144

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.



A segunda questão que vou tratar é a questão 144.




Enunciado


Uma família composta por sete pessoas adultas, após decidir o itinerário de sua viagem, consultou o site de uma empresa aérea e constatou que o voo para a data escolhida estava quase lotado. Na figura, disponibilizada pelo site, as poltronas ocupadas estão marcadas com X e as únicas poltronas disponíveis são as mostradas em branco.

O número de formas distintas de se acomodar a família nesse voo é calculado por:


Alternativas
a) 9! / 2!
b) 9! / (7! * 2!)
c) 7!
d) (5! / 2!) * 4!
e) (5! / 4!) * (4! / 3!)


Desenvolvimento


Essa questão é facilmente resolvida por alguém que saiba a equação que calcula o número de combinações em um conjunto. Mas, mesmo para quem não sabe essa equação, é possível obter o resultado com um desenvolvimento das combinações possíveis.

Talvez não esteja claro na imagem acima, mas há 9 locais vagos para as 7 pessoas da família. Assim sendo, para a primeira pessoa há 9 possibilidades de assentos. Para a segunda pessoa restaram 8 possibilidades. Para a terceira pessoas sobraram 7 possibilidades. Esse raciocínio segue até a sétima pessoa, para a qual restará 3 possibilidades. Ao acomodar toda a família ainda restarão 2 lugares vagos, já que tínhamos 9 assentos para 7 pessoas.

Calculando o produto das possibilidades chegaremos ao seguinte número de permutações:

Número de Permutações = 9*8*7*6*5*4*3

Vamos lembrar que 9! é igual a:

9! = 9*8*7*6*5*4*3*2*1

Para "transformar" esse 9! na quantidade de possibilidades que encontramos, precisamos eliminar o 2 e o 1 (eliminamos o 1 é só para evidenciar o padrão utilizado, já que ele não faz nada no produto). Para eliminar esses termos precisamos dividir 9! por 2*1. Mas 2*1 é igual a 2!. Assim:

9! / 2! = (9*8*7*6*5*4*3*2*1) / (2*1) = 9*8*7*6*5*4*3 = Número de Permutações

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Abraço a todos!

Exercício Resolvido ENEM 2015: Caderno 6 Cinza, Matemática, Questão 136

Olá a todos. Vou fazer uma série de posts das questões do ENEM. Mais especificamente algumas questões de matemática do caderno cinza (caderno 6). A escolha desses exercícios foi feita a partir de questionamentos do meu amigo que emprestou-me a prova.

A primeira questão que vou tratar é a questão 136.


Enunciado

No contexto da matemática recreativa, utilizando diversos materiais didáticos para motivar seus alunos, uma professora  organizou um jogo com um tipo de baralho modificado. No início do jogo, vira-se uma carta do baralho na mesa e cada jogador recebe em mãos nove cartas. Deseja-se formar pares de cartas, sendo a primeira carta a da mesa e a segunda, uma carta na mão do jogador, que tenha um valor equivalente àquele descrito na carta da mesa. O objetivo do jogo é verificar qual jogador consegue o maior número de pares. Iniciado o jogo, a carta virada na mesa e as cartas da mão de um jogador são como no esquema.

Alternativas
a) 9
b) 7
c) 5
d) 4
e) 3

Desenvolvimento

Essa questão exige conhecimento nas várias formas de representar um número. Quais formas são essas? Formas de fração, forma decimal e porcentagem.
A carta da mesa exibe a fração 6/8. Essa fração pode ser simplificada para 3/4 dividindo-se o numerador e o denominador por 2. Representando na forma decimal, a fração 3/4 é 0,75 que, na forma de porcentagem, equivale a 75%.
Portanto, das cartas da mão, as que possuem valor equivalente a carta da mesa são 3/4, 75% e 0,75.

É isso nesse post. Encontrou algum erro? Tem alguma sugestão ou crítica? Por favor, deixe um comentário! Assim que eu tiver tempo (o que deve ocorrer nos finais de semana) eu leio!

Abraço a todos!

domingo, 25 de novembro de 2012

Associação de Resistores - Exercícios Resolvidos I

Olá a todos. Um leitor do blog apontou que a explicação sobre associação de resistores estava incompleta. Portanto, resolvi fazer um post sobre exercícios resolvidos.

O livro do qual tirei os exercícios é um que tenho em casa, e foi o mesmo que usei no meu ensino médio. O livro se chama Universo da Física 3 - Ondulatória, Eletromagnetismo e Física Moderna, 2ª Edição, São Paulo, 2005. Os autores são José Luiz Sampaio e Caio Sérgio Calçada.

Sampaio é bacharel em física pelo Instituto de Física da Universidade de São Paulo e professor de física na rede particular de ensino desde 1968, enquanto Calçada é bacharel em matemática e engenheiro eletricista pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e professor de física na rede particular de ensino desde 1968 também.

Este livro eu acho muito bom. Eu o adquiri para lê-lo por completo, sabendo que o plano curricular da minha escola não cobria todo o livro e digo, valeu a pena. Mas vamos direto ao ponto.


P. 73 Exercício 1) No circuito ao lado, a bateria e o amperímetro são ideais e os fios de ligação têm resistências desprezíveis. As lâmpadas têm resistências constantes, cujos valores são R1=2 Ohms e R2=3 Ohms e a força eletromotriz da bateria é E=12V.

a) Faça o diagrama correspondente a esse circuito.
b) Qual é a resistência equivalente das duas lâmpadas?
c) Qual é a marcação do amperímetro?


Acima está a resposta da letra A. No diagrama aparecem a bateria de 12V, os dois resistores em série de 2 e 3 Ohms respectivamente, e o amperímetro em série com o circuito, como deve ser.

A letra B solicita a resistência equivalente das lâmpadas. Por estarem em série, somaremos as resistências de ambas as lâmpadas. Assim, a resistência equivalente será 5 Ohms.

A letra C pede a marcação do amperímetro. Como o amperímetro é o instrumento que mede corrente, o exercício esta pedindo, de forma um pouco implícita, a corrente que está passando pelo amperímetro. Como o amperímetro está em série com os resistores, e a corrente por um circuito série é a mesma para todos os componentes que estão em série, o exercício pede a corrente que passa pelos resistores.

Descobrimos que a resistência equivalente dos dois resistores é 5 Ohms. Como no enunciado do exercício ele informa que o amperímetro é ideal, concluímos que sua resistência é nula e, portanto, não altera a resistência equivalente do circuito. Com isso temos uma tensão de 12V aplicada a uma resistência total de 5 Ohms. Então, a corrente no circuito é a divisão de 12 por 5 (Lei de Ohm) que resulta em 2,4A, que é a marcação que será indicada pelo amperímetro.


P. 121 Exercício 149) (PUC-SP) Numa experiência em São Paulo (tensão 110V) é utilizada a associação de resistores acima. Querendo utilizar a mesma montagem numa experiência realizada em Santos (tensão 220V), para que não haja alteração dos valores da corrente em cada resistor deve-se associar uma resistência R5:

a) de valor 8,4 Ohms em série com R1;
b) de valor 10 Ohms em série com R1;
c) de valor 8,4 Ohms em paralelo com R1;
d) de valor 10 Ohms em paralelo com R1;
e) de valor 1,6 Ohms em série com R1;

E é fácil ver que a resposta é a letra b.

Como cheguei neste valor. Da seguinte maneira:

O exercício pede que seja associado um resistor que mantenha as correntes no circuito iguais as que eram quando o circuito estava ligado em 110V. Se eu vou ligar em 220V, eu tenho que achar um resistor que, quando em série com o circuito, segure sobre ele metade da tensão, ou seja, 110V. Dessa forma continuará tendo 110V nos terminais do circuito e, dessa forma, as correntes se manterão iguais.

Vimos no exercício anterior que em série a tensão se divide. Como queremos dividir de forma igual a tensão de 220V temos que associar dois valores de resistências iguais. Assim, temos que achar a resistência equivalente do circuito mostrado na figura. Começamos pelos 3 resistores em paralelo:

[;\frac{1}{R_{eq}}=\frac{1}{8}+\frac{1}{4}+\frac{1}{4}=\frac{1}{8}+\frac{2}{4}=\frac{1}{8}+\frac{1}{2};] 

[;\frac{1}{R_{eq}}=\frac{1}{8}+\frac{4}{8}=\frac{5}{8};]

Invertendo toda a equação:

[;R_{eq}=\frac{8}{5}=1,6{\Omega};] 

Essa resistência equivalente, que saiu dos resistores em paralelo, está em série com aquele resistor de 8,4 Ohms na entrada do circuito. Desta forma somamos a resistência equivalente dos paralelos (1,6) com a resistência em série do circuito (8,4) e obtemos, como resistência equivalente de todo o circuito, 10 Ohms.

Então, uma resistência de quantos ohms devemos colocar em série para que metade dos 220V vá para o circuito e metade fique no resistor? Devemos associar um resistor em série com o circuito com o mesmo valor de sua resistência equivalente. Ou seja, um resistor de 10 Ohms em série resolve o problema. Portanto, assinale a letra B e esteja um pouco mais perto de estudar na PUC de São Paulo.

Vamos analisar por que as outras alternativas estão incorretas.

A letra A e E estão incorretas pois, se associarmos em série com o circuito resistores cujos valores não são iguais ao do circuito, não iremos dividir os 220V de forma igual entre o resistor e o circuito. Se não chegar ao circuito metade dos 220V, ou seja, exatamente 110V, os valores das correntes vão mudar e, portanto, o enunciado do exercício não será satisfeito.

 Agora vamos analisar a letra C e D. Se associarmos qualquer coisa em paralelo com R1, a resistência equivalente no lugar de R1 será menor que os 8,4 Ohms. Por exemplo, se associarmos 8,4 Ohms em paralelo com R1 teremos 4,2 Ohms equivalentes e se associarmos 10 Ohms em paralelo com R1 teremos 4,56 Ohms equivalentes no lugar de R1. Dessa forma, além de termos todos os 220V entrando no circuito, teremos um resistor em série com o circuito menor, o que causará um aumento considerável de corrente em todos os resistores do circuito. Novamente, essas alternativas não atendem o enunciado do exercício.

E era isso, peguei um exercício fácil de associação série e um de associação misto, que permitiu vermos os conceitos de associação série e paralelo, além de divisão de corrente e tensão. Qualquer dúvida, sugestão ou apontamento de erros, deixe um comentário. Abraço e continuem estudando (principalmente quem for prestar vestibular!). Até mais...

domingo, 3 de julho de 2011

O Rapaz Apaixonado


Olá galera. Hoje venho com uma postagem bastante simplória, pois não tive muito tempo esse fim de semana. A questão que eu trago não é desafiadora, porém engraçada. Apareceu no vestibular da UCS (Universidade de Caxias do Sul). Eu, particularmente, me identifiquei com a história. Eu me lia no dilema do rapaz. Deixando de lado minha inabilidade em relacionamentos, vamos ao problema:

Um rapaz convida sua colega de trabalho para uma conversa no shopping, com a intenção de se declarar para ela. Enquanto espera a chegada da colega, ele, nervoso, esfrega a mão no tecido da cadeira de um restaurante da praça de alimentação. A moça chega sorridente, maquiada, inclusive de batom, e também senta. Durante toda a conversa, ele procura criar coragem para dizer que gosta dela, mas não consegue. Nervoso, ele quase rasga o tecido da cadeira de tanto esfregá-lo. Depois de algum tempo de conversa, ela diz que precisa ir. Os dois levantam e na hora da despedida ele, de súbito, beija a colega na boca. O problema é que ela, além do espanto, leva um choque elétrico. O que pode ter acontecido?

E então? Tem como não se emocionar com essa história? Eu quase chorei. Torci pelo cara. Vibrei quando ele finalmente... Enfim, não vamos perder o foco. Afinal, o que é que aconteceu? Há alternativas, mas eu vou dissertar sobre o fenômeno sem usá-las.

Enquanto ele estava nervoso, ele esfregou suas mãos no tecido da cadeira. Esse atrito provoca uma eletrização, ou seja, o corpo do rapaz acumulou cargas elétricas. O enunciado diz que ele quase rasgou o tecido da cadeira, enfatizando que ele esfregou com bastante intensidade, acumulando dessa forma uma grande quantidade de cargas.

Na hora do beijo houve um fluxo de cargas do corpo do rapaz para o corpo da moça. Essa corrente foi a que causou a sensação do choque elétrico. Foram simplesmente as cargas elétricas escoando para a terra. Um fenômeno bastante simples e um exercício bastante fácil para qualquer um que saiba um mínimo de eletrostática.

Viram só. Qualquer um com um pouco de conhecimento evitaria essa situação. Eu, por exemplo, sempre procuro me descarregar eletricamente antes de beijar alguém. Então fica a dica. Quanto à questão, bastante fácil. Visto que algumas alternativas eram absurdas, havia apenas umas duas que deixassem alguém na dúvida. Mas nada que justificasse um erro.

Era isso por hoje. Deixei aí uma questão que eu achei divertida. Desejo a todos uma boa semana e, para aquele rapaz, aquele corajoso rapaz, deixo os meus parabéns. Tomara que vocês sejam muito felizes juntos. Abraço e até mais.

domingo, 26 de junho de 2011

O Problema da Conservação


Olá galera. Quanto tempo que não postava no marcador questões resolvidas. Bem. Hoje trouxe para vocês uma questão bastante fácil que apareceu em um simulado do ENEM. É uma questão que, apesar de fácil, com certeza iria confundir quem não está familiarizado com a área, ou melhor, com a matéria de eletricidade. Sem mais delongas, vamos à questão:

O circuito da figura abaixo ilustra uma associação mista de resistores alimentados por uma bateria que produz as correntes I1, I2 e I3, as quais se relacionam pela equação [;I_1=I_2+I_3;]. O princípio implicitamente utilizado no estabelecimento dessa equação foi o da:


a) Conservação do Campo Elétrico;
b) Conservação da Energia Elétrica;
c) Conservação do Potencial Elétrico;
d) Conservação da Carga Elétrica;
e) Nenhuma das Alternativas;

Vamos analisar o circuito da imagem. A corrente I1 chega ao ponto, ou como se diz, ao nó B. Ao chegar ali ela se divide em duas correntes, que são I2 e I3. A soma de I2 e I3 é igual a corrente que se dividiu, que é I1. Podemos ver que o que se conservou nesse fenômeno, nessa parte que estamos analisando, foi a corrente elétrica. Essa igualdade nas correntes que chegam e se dividem é enunciada pela 1ª Lei de Kirchhoff (Lei dos Nós). Para saber mais sobre essas Leis, deixo o link da postagem em que falei sobre elas: "Kirchhoff e Suas Leis".

Mas vamos pensar. O que se conserva, como percebemos antes, é a corrente elétrica. Mas o que é corrente? Corrente é um fluxo de cargas. A definição matemática para a corrente é o módulo do total de carga que passa por um ponto dividido pelo tempo. Uma definição muito parecida com vazão de uma torneira, por exemplo. Vazão é o quanto de água passou por ali dividido pelo tempo que aquela água demorou para passar. Voltando a corrente, podemos dizer que:

[;I=\frac{Q}{t};]

onde:
* I é a intensidade da corrente elétrica;
* Q é a carga elétrica que passou pelo ponto analisado;
* t é o tempo que as cargas levaram para passar por aquele ponto;

Com essa definição matemática, eu posso escrever a expressão [;I_1=I_2+I_3;] da seguinte maneira:

[;I_1=I_2+I_3;]

[;\frac{Q_1}{t}=\frac{Q_2}{t}+\frac{Q_3}{t};]

Multiplicando ambos os lados dessa equação por "t", obtemos:

[;Q_1=Q_2+Q_3;]

Dissemos anteriormente que no circuito a corrente elétrica se conservava. Agora, usando um pouquinho de matemática, podemos ver que se a corrente é conservada, as cargas elétricas também se conservam. Logo, a alternativa correta da questão é a letra "d", que é a conservação da carga elétrica.

Claro que aqui eu fiz tudo isso para mostrar o porquê da resposta. Mas, na prova, você não iria fazer todo esse raciocínio. Conhecendo o princípio a resposta acabaria aparecendo naturalmente. O post serve só para talvez ajudar alguém com mais dificuldade. Vale o que eu disse no começo. A questão não é difícil, mas pode enganar quem não está familiarizado com a matéria de eletricidade. Espero muito ter ajudado alguém. Abraço, boa semana e até a próxima. E estudem bastante galera...

segunda-feira, 25 de abril de 2011

O Pentágono Resistivo


Olá pessoal. Que beleza, recém saíram da Páscoa, estavam comendo chocolate enquanto eu estava fazendo este post! Enfim, é a vida. Mas eu achei um problema que eu considerei legal, e vem de um vestibular bastante conhecido. A universidade é a Mackenzie de São Paulo. É uma universidade que iniciou suas atividades em 1870 e, de lá pra cá, formou muitos alunos notáveis. Enfim. O enunciado do nosso problema de hoje é mais ou menos assim:

Cinco fios de 40 cm de comprimento e área da seção transversal de 1 mm² de uma liga metálica de resistividade [;5.10^{-7}\Omega.m;] são ligados de forma a se obter um pentágono regular. A resistência elétrica medida entre dois vértices consecutivos desse pentágono é:

Esse exercício tem apenas um ponto crítico, onde a análise e o conhecimento de eletrônica são importantes. Após esse ponto é só efetuar corretamente os cálculos e obter a resposta. O ponto é: vamos considerar dois vértices consecutivos A e B. A resistência entre A e B não é só a resistência entre o fio que liga A e B. Temos que considerar a resistência dos outros quatro fios que formam uma associação paralela. Desenhando (sim, no paint), vemos claramente esse detalhe.

Para calcular a resistência dos 40 cm de fio que formam cada lado do pentágono, usamos a 2ª Lei de Ohm. Ela enuncia o seguinte:

[;R=\frac{L.p}{A};]

Onde R é a resistência em ohms, L é o comprimento em metros, A é a área de seção transversal em metros quadrados e [;p;] (letra grega rô) é a resistividade do condutor, em ohms metro.

Primeiro devemos converter as unidades dadas no exercício para as unidades compatíveis com a expressão matemática. Após isso, substituindo na expressão os valores que temos no exercício, obtemos:

[;R=\frac{L.p}{A};]

[;R=\frac{(0,4).(5.10^{-7})}{1.10^{-6}};]

Obs.: O denominador da fração mudou pois devemos converter a área da seção transversal de milímetros quadrados para metros quadrados.

Após resolvermos a expressão, obteremos:

[;R=0,2\Omega;]

Sabendo que a resistência entre A e B é um fio desses, em paralelo com 4 fios desses em série, devemos então, por fim, calcular o valor da associação.

[;R_{AB}=\frac{(0,2).(0,8)}{0,2+0,8};]

[;R_{AB}=\frac{0,16}{1};]

[;R_{AB}=0,16\Omega;]

E, finalmente, descobrimos a resistência entre dois vértices consecutivos quaisquer desse pentágono. Esse exercício é fácil, porém devemos sempre tomar cuidado para não cairmos em erros simples, como, nesse caso, esquecer da associação paralela. Os vestibulares sabem onde podemos errar, e a resposta errada mais comum sempre está entre as alternativas.

E por hoje era só isso. Se cuidem e estudem bastante. Um abraço e, segunda que vem, estarei aqui de novo, no mesmo blog, no mesmo horário, trazendo mais uma questão para resolvermos juntos. Até a próxima!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Circuito Fantasma?


Segunda postagem no marcador questões resolvidas!!! E hoje temos uma questão de um dos mais prestigiados vestibulares deste país. Me refiro ao vestibular do ITA. Para quem não conhece (e está com muita preguiça de pesquisar no Google) o ITA é o Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Ela é uma das mais famosas universidades do país nos cursos de engenharia e tecnologia. E para "peneirar" tanta gente que tenta entrar lá, seu vestibular é considerado um dos mais difíceis. Mas, claro, não é impossível. E para provar isso trago uma questão do vestibular de 2008. A questão é praticamente a seguinte:

No circuito representado na figura abaixo (by: paint;), têm-se duas lâmpadas incandescentes idênticas, [;L_1;] e [;L_2;], e três fontes idênticas, de mesma tensão [;V;]. Então, quando a chave é fechada, o que acontece?

Bom, primeiro podemos associar aqueles dois geradores em série, transformando-os em apenas um gerador com tensão 2V. Aplicando a Lei das Malhas de Kirchhoff na malha dos dois geradores (com a chave C1 aberta) percebemos que, sendo as lâmpadas idênticas, cada uma deverá ter sobre ela uma tensão de 1V. Isso ocorre por que no circuito série a tensão se divide. Mas agora o que ocorre quando fechamos a chave C1?

Para descobrirmos o comportamento do circuito nesse caso, iremos aplicar a Lei das Malhas de Kirchhoff na segunda malha, a que possui apenas uma fonte. Percebemos então que toda a tensão produzida por aquela fonte (1V) está na lâmpada L2. Agora, voltaremos a analisar a primeira malha. Nessa malha, as fontes produzem uma tensão de 2V que devem necessariamente estar divididas entre L1 e L2. Pela análise anterior sabemos que em L2 há uma queda de tensão de 1V (que é a tensão do gerador em paralelo com a lâmpada L2). Logo, a outra lâmpada (L1) deve ter uma queda de tensão de 1V também.

É interessante perceber que o circuito não se alterou com o fechamento da chave C1. O resultado pode, a primeira vista, ser contra-intuitivo. Porém com a correta aplicação das Leis de Kirchhoff, a resposta pode ser facilmente obtida.

E então era isso. Mais uma questão resolvida. Esta questão é simples, mas pode ser bastante enganosa e, em um vestibular como o do ITA, em que cada questão vale ouro, não podemos nos dar ao luxo de escorregar em coisas simples. E por hoje era isso. Estudem muito e se cuidem. Lembrem-se: estudar é investir em você mesmo. Até a próxima e aquele abraço.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O Problema das Potências


E aí galera! Tudo ok? Hoje começo com uma nova seção aqui no blog, que eu acredito que irá ajudar muito futuros vestibulandos e alunos do ensino médio. Nessa seção, que eu chamo de "Questões Resolvidas", serão analisados diversos problemas de provas, livros e vestibulares. Aqui você pode ler, aprender, sugerir, questionar e fazer o que der na telha. É só comentar que logo você será atendido.

Bom, começaremos então com um problema que eu chamarei de "Problema das Potências". Ele foi tirado do livro "Análise de Circuitos em Corrente Contínua" escrito pelo engenheiro eletrônico Rômulo Oliveira, e seu enunciado é o seguinte:

Três resistores, R1, R2 e R3 são ligados em paralelo. Sabendo que a potência em R3 é duas vezes a potência dissipada em R2, a potência dissipada em R2 é três vezes a dissipada em R1 e a potência do gerador de 12V é de 1,2W, quais são os valores de R1, R2 e R3?

O primeiro passo para resolver este exercício é relacionar a potência e escrever tudo em função do menor valor de potência. Para isso, primeiro faremos a relação: (Obs: [;P_n;] indicará a potência do resistor [;n;]).

1)   [;P_3=2P_2;]
2)   [;P_2=3P_1;]

Das expressões um e dois, tiramos:

[;P_3=2P_2;]
[;P_3=2(3P_1);]

3)   [;P_3=6P_1;]

Pronto! Agora possuímos duas relações de potências que serão úteis para nós:

2)   [;P_2=3P_1;]
3)   [;P_3=6P_1;]

Agora, como nós sabemos que a potência dissipada em todos o resistores deve ser igual a potência dissipada pela fonte, nós trabalharemos com a seguinte expressão:

[;P_1+P_2+P_3=1,2W;]

Substituindo [;P_2;] e [;P_3;] pelos valores em função de [;P_1;] obteremos:

[;P_1+3P_1+6P_3=1,2W;]

[;10P_1=1,2W;]

[;P_1=0,12W;]

Agora que sabemos a potência em [;P_1;] fica fácil saber a dos outros resistores.

[;P_1=0,12W;]
[;P_2=3P_1;]; [;P_2=3(0,12)=0,36W;]
[;P_3=6P_1;]; [;P_3=6(0,12)=0,72W;]

Observe que a soma total da potência em cada resistor é igual a potência total da fonte. Essa prova real nos dá um pouco mais de segurança, pois assim sabemos que nosso cálculo até aqui muito provavelmente está certo.

Bom, nós já conhecemos muito bem a Lei de Ohm e a Lei de Joule, que são, respectivamente:

[;V=R.I;] e [;P=V.I;]

Manipulando essas duas expressões, e substituindo uma na outra, obteremo uma terceira expressão que nos será útil:

[;P=\frac{V^2}{R};]

Que é equivalente a:

[;R=\frac{V^2}{P};]

Como sabemos que a tensão em todos os resistores é 12V a expressão acabará da seguinte maneira:

[;R=\frac{144}{P};]

Substituindo P pelos valores de P1, P2 e P3 obteremos:

[;R_1=1200\Omega;]

[;R_2=400\Omega;]

[;R_3=200\Omega;]

Pronto! Agora já sabemos o valor ôhmico de cada resistor da associação. É claro que há outras formas de resolver este exercício. De todos os métodos que eu usei (e que eu sei), eu considerei esse um dos mais simples, e por isso eu o escolhi para ser postado. Mas se você achou um método mais simples sinta-se a vontade para colocá-lo nos comentários. Se você tiver uma sugestão de problema pode enviar também. Sinta-se em casa!!!

Bom, finalmente inaugurei essa seção. Apesar deste ter sido postado numa segunda, os post do marcador "Questões Resolvidas" serão postados, a princípio, todas as terças pela manhã. Então é isso. Boa semana e até a próxima! Abraço e se cuidem!