segunda-feira, 28 de março de 2011

Grafeno, Prêmio Nobel de Física 2010

O post desta semana é muito especial. Hoje vamos falar do Grafeno, a descoberta que valeu o Prêmio Nobel de Física do ano passado (2010). Este post nada mais é do que a tradução que eu fiz do artigo que é lançado para o público sobre o prêmio nobel. O artigo fala sobre o que é, como foi descoberto e para que pode ser usado esse novo material, que promete revoluções na área da eletrônica. Como é minha primeira tradução, eu peço paciência. :) Vamos lá então...

Grafeno, um arranjo atômica perfeito...

O grafeno é uma forma de carbono, mas como material é algo completamente novo - não apenas o mais fino como o mais forte. Como condutor elétrico é tão bom como o cobre. Como condutor de calor ele supera todos os outros materiais conhecidos. É praticamente transparente mas ainda assim é tão denso que nem o hélio, o menor átomo de gás, consegue atravessá-lo.

Consequentemente, o artigo sobre o grafeno publicado na revista Science em outubro de 2004 despertou uma comoção ao redor do mundo. De um lado, as propriedades exóticas do grafeno permitiram aos cientistas testarem os fundamentos teóricos da física. De outro lado, uma vasta variedade de aplicações práticas parecem ser possíveis.

O carbono, a base de toda a vida conhecida na Terra, nos surpreendeu de novo.

Lápis, Papel e Fita Adesiva

Não poderia ter sido mais fácil obter Grafeno, o material milagroso que vem de carbono comum, como o encontrado em lápis. Entretanto, a coisa mais simples e óbvia está frequentemente escondida da nossa vista.

Grafeno consiste de átomos de carbono arranjados em uma malha plana - uma estrutura similar a um favo de mel, mas com a espessura de apensa um átomo. Na verdade, um milímetro de grafite consiste em três milhões de camadas de grafeno uma em cima da outra. As camadas estão fracamente unidas e, portanto, é relativamente fácil separá-las. Qualquer um que já tenha escrito qualquer coisa com um lápis comum já presenciou isso e é possível que apenas uma única camada de átomos, grafeno, tenha acabado sobre o papel.

Isto foi o que aconteceu quando Andre Geim e Konstantin Novoselov usaram fita adesiva para conseguir pequenos flocos de uma grande peça de grafite de uma maneira mais metódica. No começo eles conseguiram flocos compostos por várias camadas de grafeno, mas conforme foram repetindo o procedimento dez ou vinte vezes os flocos foram ficando cada vez mais finos. O próximo passo era achar minúsculos fragmentos de grafeno no meio de finas camadas de grafite e outras impurezas do carbono. Foi quando eles tiveram uma brilhante ideia: a fim de serem capazes de verem os resultados de seu trabalho meticuloso, os cientistas de Manchester decidiram fixar os flocos em uma chapa de silício oxidado, material comum de trabalho na indústria de semicondutores.

Quando a chapa é posta sob um microscópio comum é possível ver um arco-íris de cores, similar ao que é visto quando óleo é derramado na água, e assim se determina o número de camadas de grafeno em um floco. A espessura das camadas subjacentes de silício oxidado foi, por sua vez, crucial na descoberta do grafeno. Agora, sob o microscópio, o grafeno já podia ser visto. Um verdadeiro material cristalino bidimensional que existe em temperatura ambiente. O grafeno é uma rede perfeitamente regular de carbono com apenas duas dimensões, largura e comprimento. A unidade básica deste padrão consiste em seis átomos de carbono unidos quimicamente. Grafeno, assim como outras formas de carbono que conhecemos, consiste de bilhões de átomos de carbono juntos em um padrão hexagonal.

Esperando pela descoberta

O grafeno, é claro, sempre existiu. O ponto crucial era ser capaz de detectá-lo. Similarmente, outras formas naturais de carbono existiam antes dos cientistas poderem vê-las da maneira correta: primeiro os nanotubos, então as bolas ocas de carbono, fulerenos (Prêmio Nobel de Química em 1996). Preso dentro do grafite, o grafeno estava esperando para ser liberto, mas ninguém realmente pensava que isto fosse possível.

Muitos cientistas pensavam ser impossível isolar materiais tão finos: ele pensavam que o material se enrugaria, se enrolaria a temperatura ambiente ou simplesmente desapareceria. Apesar disso, algumas pessoas continuaram tentando embora todas as tentativas anteriores tivessem fracassado. Antigamente tinha sido possível obter filmes com uma espessura menor do que 100 átomos - de fato, alguns chegavam a ser tão finos que eram transparentes.

Uma maneira de obter grafeno a partir de grafite é introduzir substâncias químicas entre as camadas de átomos para enfraquecer a união entre eles e, consequentemente, separar as camadas. Outro método consiste em simplesmente arranhar as camadas de grafite. Também foi tentado, com sucesso, queimar o silício dos cristais de carboneto de silício. Em altas temperaturas finas camadas de carbono eram deixadas para trás. Diferentes técnicas de crescimento epitaxial, usada para criar vários materiais semicondutores, são mais promissores no que diz respeito a produção de grafeno para uso na indústria de eletrônicos. Rolos com 70 centímetros de folhas largas de grafeno foi o máximo produzido até agora.

Em um mundo de paradoxos

Andre Geim e Konstantin Novoselov podiam obter apenas micro flocos do novo material. Apesar do tamanho minúsculo eles podiam agora começar a investigar as duas mais memoráveis qualidades do grafeno, dos quais ambos influenciam em suas propriedades elétricas.

A primeira é a quase perfeita composição do grafeno. A ordenação sem erros se deve a uma forte delimitação dos átomos de carbono. Ao mesmo tempo, os vínculos são flexíveis o bastante para permitir que a malha aumente cerca de 20% do seu tamanho original. A malha também permite aos elétrons viajarem longas distâncias no grafeno sem sofrerem distúrbios. Em condutores normais, os elétrons geralmente se chocam como uma bola em uma máquina de pinball. Estes choques enfraquecem a performance do condutor.

A outra qualidade única do grafeno é que seus elétrons se comportam como partículas de luz, os fótons, que não possuem massa, e que no vácuo se movem sempre a 300 milhões de metros por segundo. Similarmente, os elétrons que viajam no grafeno se comportam como se não tivessem massa e se movem a uma velocidade constante de um milhão de metros por segundo. Assim seria possível estudar alguns fenômenos mais facilmente em uma escala menor, sem precisar recorrer ao uso de um grande acelerador de partículas.

O grafeno também permite aos cientistas testar alguns dos efeitos quânticos mais "fantasmagóricos", que até agora só tem sido discutidos teoricamente. Um desses fenômenos seria uma variante do tunelamento de Klein, que foi formulado pelo físico sueco Oskar Klein em 1929. O efeito de túnel na física quântica descreve como as partículas podem, algumas vezes, atravessar barreiras que normalmente as bloqueariam. Quanto mais larga a barreira, menor a chance de uma partícula quântica atravessá-la. Entretanto, isto não se aplica aos elétrons viajando no grafeno - em alguns casos eles se movem como seu não houvesse barreira alguma.

Um Mundo de Sonhos

As possíveis aplicações práticas do grafeno tem recebido uma atenção especial. Até agora, muitas delas existem apenas na nossa imaginação, mas algumas já estão sendo testadas, inclusive pelos próprios Geim e Novoselov.

A capacidade de condução do grafeno tem estimulado o interesse. Previsões dizem que os transistores de grafeno serão mais rápidos que os feitos hoje em dia com silício. Para os chips de computadores ficarem mais rápidos e mais eficientes eles tem que ser menores. O silício já atingiu uma fronteira de tamanho onde o material perde suas funções. Mas o limite do grafeno é ainda menor, logo componentes de grafeno poderão ser colocados em chips menores que os de hoje.

Foi um marco quando, alguns anos atrás, o componente mais importante, o transistor de grafeno, foi apresentado como sendo tão rápido quanto os de silício. Talvez estejamos à beira de outra miniaturização da eletrônica, que levará os computadores a serem ainda mais eficientes no futuro. Até agora, computadores de grafeno não são nada além de um sonho distante, embora monitores de um fino papel transparente que possam ser enrolados e carregados no bolso já apareçam em comerciais para os consumidores de eletrônicos do amanhã.

Entretanto nós só podemos especular sobre algumas das aplicações mais realisticas e algumas das menos, mas todas elas necessitando de iniciativa mesmo sem resultados garantidos.

Como o grafeno é praticamente transparente (algo em torno de 98%) e ao mesmo tempo bom condutor de eletricidade, seria possível fabricar telas transparentes de touch screen, painéis de luz e, talvez, até mesmo células solares. Até plástico poderia ser transformado em um condutor eletrônico se apenas 1% de grafeno fosse misturado a ele. Do mesmo jeito, misturando uma fração de uma parte de grafeno por mil de plástico, sua resistência ao calor aumentaria em 30ºC ao mesmo tempo que se tornaria mais robusto mecanicamente.
Essa resiliencia poderia ser utilizada em novos super materiais, que seriam também finos, elásticos e leves. No futuro, os satélites, aviões e carros poderiam ser fabricados desses novos materiais.

A estrutura perfeita do grafeno também o torna adequado para a produção de sensores extremamente sensíveis que poderiam registrar até os menores níveis de poluição. Até mesmo uma única molécula aprisionada na superfície do grafeno seria descoberta.

Um jogo sério

A lista das possíveis aplicações do grafeno é longa. A implacável atividade que começou após sua descoberta irá provavelmente dar frutos. Ninguém pode prever o que o futuro nos trará, nem mesmo os Laureados deste ano. Eles se deixaram levar pelo acaso e tiveram a sorte e o conhecimento para aproveitar as oportunidades que apareceram - como bem sabemos, a sorte favorece as mentes preparadas.

Ambos os laureados pensam que a pesquisa deve ser divertida. Eles trabalham juntos há muito tempo. Konstantin Novoselov, 36 anos, começou a trabalhar para Andre Geim, 51 anos, como estudante de PhD na Holanda. Ele subsequentemente seguiu Geim até o Reino Unido. Ambos originalmente estudaram e começaram suas carreiras como físicos na Rússia. Agora eles são professores da Universidade de Manchester.

Ludicidade é uma de suas marcas. Com as ferramentas disponíveis eles se dispuseram a criar algo novo, algumas vezes seguindo seus cérebros sem rumo. Mas sempre se aprende algo no processo e, quem sabe, você pode até acertar na mosca. Foi assim que sete anos atrás eles criaram uma super fita adesiva inspirado na habilidade do Lagarto de Gicko de aderir até nas superfícies mais suaves. Antes disso, em 1997, Geim trabalhou para fazer um sapo levitar em um campo magnético, um engenhoso modo de ilustrar os princípios da física. O sapo que levitava ganhou o prêmio IgNobel em 2000 por "fazer as pessoas rirem primeiro e pensarem depois".

Agora, com o grafeno, Andre Geim e Konstantin Novoselov escreveram seus nomes nos anais da ciência.
Bem, essa foi a minha tradução, com alguns erros, do trabalho lançado ao público sobre o prêmio nobel. Também gostaria de deixar meus insignificantes parabéns para os laureados, Andre Geim e Konstantin Novoselov pela descoberta do que poderá ser o começo de uma revolução na eletrônica. E era isso por hoje, abraço e até a próxima.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Resistores: Uma Visão Básica


Quem já abriu algum aparelho ou viu alguma placa já deve ter visto o carinha ali de cima. Ele é o componente eletrônico mais básico e, por isso, está presente em praticamente todos os circuitos que encontramos. Mas o que ele faz? Como ele faz? E como fazem ele? Este é o tema do post dessa semana.

O resistor é um bipolo passivo que é utilizado para apresentar resistência elétrica entre dois pontos de um circuito. Por apresentar resistência ele pode limitar a quantidade de corrente que passa por ele em uma determinada tensão, transformando energia elétrica em térmica (calor). Porém, o resistor só consegue dissipar uma certa quantidade de calor sem se danificar (queimar). A quantidade de calor que pode ser dissipada depende da sua superfície de contato com o ar, logo, quanto maior o resistor, mais potência ele pode dissipar.

O resistor é geralmente construído por materiais que obedecem a 1ª Lei de Ohm. São muito comuns resistores de carbono (grafite), ligas como o constantan e a manganina e até mesmo metais, como no caso dos resistores de fio. Os resistores mais cotidianos na eletrônica são os de filme de carvão, por isso, vamos falar um pouco sobre sua construção. Eles são feitos a partir de um pequeno cilindro de porcelana, sobre o quel é depositada uma fina camada de carvão. Em seguida são feitos sulcos helicoidais (em espiral) na superfície do carvão; a distância entre esses sulcos e sua profundidade determinam seu valor de resistência. Então, são colocados os terminais do componente e, por fim, é aplicada uma resina isolante que cobre o resistor onde são feitas as faixas coloridas conforme o código de cores, que indica o valor de sua resistência.

Mas por que usar um código de cores, ao invés de escrever seu valor de resistência? Bem, antigamente o valor da resistência era diretamente escrita no corpo do componente. Porém dois inconvenientes mudaram a situação. O primeiro era que, ao ficar velho, muitas vezes o valor do resistor se perdia, o que dificultava sua troca em caso de problemas. O segundo era que, conforme o avanço da eletrônica, os aparelhos (e seus componentes) diminuiram muito de tamanho. Graças a isso ficou inviável escrever o valor da resistência e, por isso, adotou-se um código padrão de cores.

Os tipos mais comuns de resistores são:
* Filme de carvão: Apresentam determinada resistência, com tolerância entre 5% e 10% no valor nominal, e geralmente são para potências de até 2W. Eles possuem 4 anéis coloridos.
* De precisão: Semelhantes aos de filme de carvão, mas sua tolerância é entre 1% e 2% no valor nominal. Também são geralmente para potências menores de 2W. Estes possuem 5 anéis coloridos.
(Obs.: Existem resistores de filme de carvão e de precisão com potência nominal maior que 2W, porém é mais comum encontrar resistores deste tipo para potências menores que 2W.)
* Resistores de fio: Geralmente feitos com um arame interno de níquel-cromo. Eles apresentam grande precisão e suportam uma potência maior que os de filme de carvão. Pelo seu modo de fabricação (enrolamento de fio) eles não são usados em circuitos de alta frequência. Alguns resistores de fio suportam potências de 2W até dúzias de Watts. O resistor de chuveiro é um resistor de fio robusto que pode suportar uma potência muito alta, de 4500W ou até mesmo mais.


A figura acima mostra dois modos de representar resistores em esquemas elétricos/eletrônicos, sendo o segundo modo correto segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas). Essa é a representação de resistores de valores fixos. A representação de resistores variáveis estão nas figuras abaixo. A primeira imagem é de um potenciômetro, a segunda de um trimpot, ambas de acordo com as normas da ABNT.


Os potenciômetros e trimots nada mais são que resistores onde podemos definir o valor de resistência entre dois terminais. Por exemplo, em um potenciômetro de 10K, a resistência entre os terminais das extremidades tem um valor ôhmico fixo e máximo de 10 quilo ohms, enquanto o valor da resistência entre um terminal da extremidade e o do meio é ajustável em um valor entre 0 e 10K. A figura abaixo mostra um potenciômetro e um trimpot, respectivamente.

No caso do potenciômetro o ajuste é feito pelo giro do botão. Ele é usado para mudanças frequentes, como um botão de volume onde constantemente mexemos. O trimpot possui mais precisão que o potenciômetro e a variação da resistência é dada pelo aperto do parafuso. Por isso, percebemos que o seu uso não é para alterações frequentes. Ele é mais usado para ser ajustado em uma resistência, colocado no circuito e não mais alterado.

Para terminar, falaremos um pouco mais sobre o código de cores. Nos resistores de filme de carvão e de precisão são feitas 4 ou 5 faixas coloridas que indicam o valor da resistência. Nos resistores de 4 faixas (filme de carvão), as duas primeiras indicam os algarismos, a terceira o multiplicador e a última indica a tolerância. Nos resistores de 5 faixas (de precisão) as três primeiras indicam os algarismos, a quarta indica o multiplicador e a última a tolerância. Abaixo segue a tabela de cores, com o valor numérico, valor de multiplicador e de tolerância.


Bom, agora você já sabe o que é e como são fabricados os resistores. Conhece também alguns tipos e como reconhecê-los através do código de cores. É incrível perceber que este pequeno componente, com toda sua simplicidade, está por trás de tudo o que é eletrônico. Tenham uma boa semana, um abraço e até a próxima!!!

quarta-feira, 23 de março de 2011

"Peludu" O Eletricista!!!


Peludu é o nosso querido "engenheiro elétrico" que faz as "istalação elétrica", metendo os "dijuntor" potente, os fios pequenos e o aterramento mais econômico. Peludu é geralmente contratado pelas pessoas que querem fazer uma boa economia. Enfim, vou contar agora uma história que aconteceu com um amigo de um amigo meu...

Um competente engenheiro eletricista foi contratado para projetar a instalação elétrica de uma residência. Ele calculou o fio certo, dimensionou o disjuntor para 25A e instalou o chuveiro, assim como o proprietário havia pedido. Passado alguns meses o infeliz proprietário do imóvel resolveu trocar o chuveiro por um que esquentava mais, porém consumia mais do que o disjuntor e os fios suportavam. Ele foi na loja de chuveiros, comprou, trocou mas não funcionou. Cada ligada do chuveiro era um desarme do disjuntor. Mas aonde está o problema? Então o proprietário chamou nosso amigo Peludu para resolver a situação.

Após alguns minutos de análise Peludu mandou o dono trocar o disjuntor. Disse ele:
-Compra um "dijuntor" de 50A que daí fica beleza!!! Pode ficar tranquilo!!!

Que profissional competente, pensou o proprietário. Após alguns minutos de reflexão ele dá a resposta de uma forma simples e clara. Lá se vai o dono do imóvel atrás do tal "dijuntor mais potente". Após a compra, levou o disjuntor para o Peludu instalar.
Após a instalação o momento do teste. Muita expectativa para tomar aquele banho no chuveiro novo. O registro é ligado e a água flui na temperatura ideal. Semanas se passam com tudo funcionando, até que a família recebe visitas. Aquela tia chata do interior, com seus cabelos volumosos, vem fazer uma visita e, claro, tomar um banho.

Durante o banho mais prolongado da tia a fiação apresenta um cheiro de queimado e começa a sair uma fumaça estranha. Resposta óbvia. O chuveiro consome muita corrente, mas o disjuntor não desarma e quem sofre é a fiação. Novamente, a resposta é óbvia, mas não para o proprietário que põe a culpa em quem?

No chuveiro!!!

O proprietário, infelizmente, não sabia que o disjuntor é um dispositivo de manobra e proteção que ao se desarmar, indica que algo no circuito não está funcionando corretamente. Trocar o disjuntor não é a solução do problema. O que ele fez foi instalar um dispositivo de proteção que não protege. E no fim, quem sofre com a corrente excessiva, quem esquenta, quem derrete e quem eventualmente põe fogo na casa é a fiação, que já não tem mais seu fiel escudeiro, o disjuntor...

E mais uma vez Peludu estraga uma boa instalação elétrica com suas gambiarras. Mas o proprietário pode se considerar sortudo, já que o único prejuízo foi a fiação. Pois muitas vezes nesses casos, o resultado é o da imagem abaixo:


Por isso sempre fica a dica: faça as instalações elétricas com pessoal competente e dentro das normas. Por que, as vezes, os defeitos nas instalações são silenciosos e podem dar problema muito tempo depois, como no caso do conto acima. A história acima, apesar de criada, não está longe do que acontece em muitos lugares. Abraço e até a próxima aventura de Peludo!!!

sábado, 19 de março de 2011

A Super Lua


Que maravilha!!! Uma bela noite de sábado com a lua cheia em seu perigeu, que é quando nosso satélite passa mais perto do nosso planeta. Essa coincidência não acontecia a 18 anos e parece que só acontecerá novamente daqui a 20 anos. Realmente a lua parece maior, mais brilhante e muito mais bonita do que o normal. No seu ponto mais próximo da Terra, a Lua ainda se encontra a uma distância considerável: 356 577Km!!! Mas mesmo a essa distância, a lua poderá parecer 14% maior do que o normal e 30% mais brilhante.

A lua é um símbolo poético para muitas gerações e culturas. Um astro belo, misterioso e, arrisco dizer, muito romântico, que atua no grande palco do céu noturno, contracenando com as distantes estrelas. Particularmente isso me leva a uma reflexão muito profunda de como a raça humana é pequena diante da imensidão e vastidão do universo, e, inevitavelmente, nos leva a perguntas como: Será que estamos sozinhos neste Universo?

Independente da resposta, o fenômeno é muito bonito e valeu a pena ser apreciado. E era isso! Quem viu, viu. Quem não viu, só daqui a 20 anos, e para deixar vocês com inveja, foi algo espetacular. Realmente imperdível. :)

E como estou muito poético hoje, termino dizendo que nada melhor do que a bela lua cheia para despertar a paixão em nossos corações. Abraço e até o post da semana que vem. Até lá!!!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Grandezas Físicas I


Grandeza física é um número que descreve propriedades observadas na natureza. São exemplos de grandezas físicas a velocidade, a temperatura, o tempo, etc. Algumas grandezas são mais comuns (e úteis) no estudo da eletricidade. Por enquanto vamos ver 4 grandezas físicas mais simples da nossa área: Tensão, Corrente, Resistência e Potência.

Tensão: A tensão é uma diferença de potencial, que faz as cargas elétricas se moverem (gera corrente). Imagine em um cano cheio de água, onde há um desnível entre os lados. Então, a água se moverá do lugar de maior potencial (mais alto) para o local de menor potencial (mais baixo). Essa analogia é útil com o caso da tensão. Didaticamente, podemos ver a tensão como uma espécie de "pressão elétrica". Mas, ao contrário da água, os elétrons fluem do local com menor potencial elétrico para o local de maior potencial elétrico (isso no caso da corrente real, já que a corrente convencional flui do potencial maior para o potencial menor). A unidade de medida da tensão elétrica é o Volt [V], e ela é geralmente representada pela letra U. Um V significa que cada unidade de carga (Coulomb) recebeu 1 Joule de energia (1V=1C/1J) ou seja, 1V representa 1J/1C.

Corrente:
Imagine um cano por onde passa água. Nesse cano há uma vazão, que é medida pelo volume de água que passa pelo cano por segundo. A corrente seria a "vazão" de cargas elétricas em um fio. Ela é medida em Ampères (A), e um ampère corresponde a uma unidade de carga (Coulomb) que passa por uma seção transversal do fio em um segundo (1A=1C/1s). A corrente é geralmente representada pela letra I.

Resistência: A resistência é uma grandeza associada aos materiais. Se eu aplicar uma certa tensão em um fio de cobre aparecerá uma corrente, pois o cobre tem baixa resistência, ou seja, permite facilmente a circulação de cargas (corrente). Já se aplicarmos uma mesma tensão em um objeto de madeira veremos que a corrente que aparecerá é muito menor (ou até mesmo inexistente). Isso por que a madeira tem alta resistência, ou seja, dificulta muito a movimentação de cargas elétricas no interior do material, o que impede o fluxo de corrente. A unidade de medida da resistência é o Ohm, cujo símbolo é a letra ômega () do alfabeto grego. A resistência é geralmente representada pela letra R.

Agora você pode estar se perguntando se há como relacionar essas grandezas. A resposta é sim! Há uma expressão, conhecida como lei de ohm, que diz que V=R.I. Isso nos diz que a tensão é igual ao módulo da corrente vezes a resistência. Logo vemos que a corrente depende da tensão aplicada e da resistência do material ao qual foi aplicado essa tensão.

Potência: A potência representa a quantidade de trabalho (energia) que foi realizado em uma unidade de tempo (como o segundo, por exemplo). Por exemplo, uma torneira de 2000 W coloca 2000 Joules (algo em torno de 477 calorias) de energia na água a cada segundo para aquecê-la. Nós podemos descobrir a potência de um aparelho elétrico multiplicando a corrente consumida pela tensão de trabalho. Se um aparelho consome 1A em uma tensão de 220V sua potência é de 220W. Ou seja, podemos deduzir que P=V.I. Essa expressão é conhecida como Lei de Joule, e funciona tanto para bipolos geradores (nesse caso ela nos diz a potência fornecida ao circuito) como para bipolos receptores (nesse caso ela nos diz a potência consumida pelo circuito e seus componentes).

Mas por que P=V.I? Sabemos que: (V=J/C) e (I=C/s), logo:

Então multiplicando (J/C).(C/s)=(J.C)/(C.s)=(J/s) onde Joules por segundo constitui a unidade de potência Watt (W).

Isso mostra que a unidade da multiplicação entre corrente e tensão é o Watt, ou seja, uma unidade de potência.

Sabendo que V=R.I e que P=V.I vemos que podemos utilizar essas duas expressões para descobrir dados de um circuito. A figura abaixo mostra todas as formas (combinações) de utilizar as duas expressões em conjunto.


E por hoje era isso. Agora você sabe as grandezas fundamentais no mundo da eletricidade, e que serão indispensáveis no estudo dessa área. Abraço e até a próxima! E estude muito, por que: "No pain, no gain!".

segunda-feira, 7 de março de 2011

53 Ações pelo Meio Ambiente


Primeiramente digo que não possuo nenhuma autoria nesta lista. Eu a recebi de um professor meu e, por achar o conteúdo de grande importância, resolvi divulgá-la aqui no blog. Ela nos fala sobre algumas ações simples que todos nós podemos fazer e que, além da preservação da natureza, ainda nos ajudam na nossa economia financeira pessoal.

1: Tampe suas panelas enquanto cozinha
Parece óbvio, não é? E é mesmo! Ao tampar as panelas enquanto cozinha você aproveita o calor que simplesmente se perderia no ar.
2: Use uma garrafa térmica com água gelada
Compre daquelas garrafas térmicas de acampamento, de 2 ou 5 litros. Abasteça-a de água bem gelada com uma bandeja de cubos de gelo pela manhã. Você terá água gelada até a noite e evitará o abre-fecha da geladeira toda vez que alguém quiser tomar um copo d'água.
3: Aprenda a cozinhar em panela de pressão
Acredite... dá pra cozinhar tudo em panela de pressão: Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, etc... Muito mais rápido e economizando 70% de gás.
4: Cozinhe com fogo mínimo
Se você não faltou às aulas de física no 2° grau você sabe: Não adianta, por mais que você aumente o fogo, sua comida não vai cozinhar mais depressa, pois a água não ultrapassa 100°C em uma panela comum. Com fogo alto, você vai é queimar sua comida.
5: Antes de cozinhar, retire da geladeira todos ingredientes de uma só vez
Evite o abre-fecha da geladeira toda vez que seu cozido precisar de uma cebola, uma cenoura, etc.
6: Coma menos carne vermelha
A criação de bovinos é um dos maiores responsáveis pelo efeito estufa. Não é piada. Você já sentiu aquele cheiro pavoroso quando você se aproximou de alguma fazenda/criação de gado? Pois é: É metano, um gás inflamável, poluente e, mega fedorento. Além disso, a produção de carne vermelha demanda uma quantidade enorme de água. Para você ter uma ideia: Para produzir 1Kg de carne vermelha é necessário 200 litros de água potável. O mesmo quilo de frango só consome 10 litros.
7: Não troque o seu celular
Já foi o tempo que celular era sinal de status. Hoje em dia qualquer zé mané tem. Trocar por um mais moderno para tirar onda? Ninguém se importa. Fique com o antigo pelo menos enquanto estiver funcionando perfeitamente ou em bom estado. Se o problema é a bateria, considere o custo/benefício de trocá-la e descartá-la adequadamente, encaminhando-a a postos de coleta. Celulares trouxeram muita comodidade à nossa vida, mas utilizam de derivados de petróleo em suas peças e metais pesados em suas baterias. Além disso, na maioria das vezes sua produção é feita utilizando mão de obra barata em países em desenvolvimento. Utiliza seus gadgets até o final da vida útil deles, lembre-se de que certamente não foram nada baratos.
8: Compre um ventilador de teto
Nem sempre faz calor suficiente para ser preciso ligar o ar condicionado. Na maioria das vezes um ventilador de teto é o ideal para refrescar o ambiente gastando 90% menos energia. Combinar o uso dos dois também é uma boa ideia. Regule seu ar condicionado para o mínimo e ligue o ventilador de teto.
9: Use somente pilhas e baterias recarregáveis
É certo que são caras, mas ao uso em médio e longo prazo elas se pagam com muito lucro. Duram anos e podem ser recarregadas em média 1000 vezes.
10: Limpe ou troque os filtros do seu ar condicionado
Um ar condicionado sujo representa 158 quilos de gás carbônico a mais na atmosfera por ano.
11: Troque suas lâmpadas incandescentes por fluorescentes
Lâmpadas fluorescentes gastam 60% menos energia que uma incandescente. Assim, você economizará 136 quilos de gás carbônico anualmente.
12: Escolha eletrodomésticos de baixo consumo energético
Procure por aparelhos com o selo do Procel (no caso de nacionais) ou Energy Star (no caso de importados)
13: Não deixe seus aparelhos em standby
Simplesmente desligue ou tire da tomada quando não estiver usando um eletrodoméstico. A função standby de um aparelho usa cerca de 15% a 40% da energia consumida quando ele está em uso.
14: Mude sua geladeira ou freezer de lugar
Ao colocá-los próximos ao fogão, eles utilizam muito mais energia para compensar o ganho de temperatura. Mantenha-os afastados pelo menos 15 cm das pareces para evitar o superaquecimento. Colocar roupas e tênis para secar atrás deles então, nem pensar!
15: Descongele geladeiras e freezers antigos a cada 15 ou 20 dias
O excesso de gelo reduz a circulação de ar frio no aparelho, fazendo que gaste mais energia para compensar. Se for o caso, considere trocar de aparelho. Os novos modelos consomem até a metade da energia dos modelos mais antigos, o que subsidia o valor do eletrodoméstico a médio/longo prazo.
16: Use a máquina de lavar roupas/louças só quando estiverem cheias
Caso você realmente precise usá-las com metade da capacidade, selecione os modos de menor consumo de água. Se você usa lava-louças, não é necessário usar água quente para pratos e talheres pouco sujos. Só o detergente já resolve.
17: Retire imediatamente as roupas da máquina de lavar quando estiverem limpas
As roupas esquecidas na máquina de lavar ficam muito amassadas, exigindo muito mais trabalho e tempo para passar e consumindo assim muito mais energia elétrica.
18: Tome banho de chuveiro
E de preferência, rápido. Um banho de banheira consome até quatro vezes mais energia e água que um chuveiro.
19: Use menos água quente
Aquecer a pagua consome muita energia. Para lavar a louça ou as roupas, prefira usar água morna ou fria.
20: Pendure ao invés de usar a secadora
Você pode economizar mais de 317 quilos de gás carbônico se pendurar as roupas durante metade do ano ao invés de usar a secadora.
21: Nunca é demais lembrar: Recicle
Recicle no trabalho e em casa. Se sua cidade ou bairro não tem coleta seletiva, leve o lixo até um posto de coleta. Lembre-se de que o material reciclável deve ser lavado (no caso de plásticos, vidros e metais) e dobrado (papel).
22: Faça compostagem
Cerca de 3% do metano que ajuda a causar o efeito estuga é gerado pelo lixo orgânico doméstico. Aprenda a fazer compostagem; além de reduzir o problema, você terá um jardim saudável e bonito.
23: Reduza o uso de embalagens
Embalagem menor é sinônimo de desperdício de água, combustível e recursos naturais. Prefira embalagens maiores, de preferência com refil. Evite ao mácimo comprar água em garrafinhas, leve sempre com você a sua própria.
24: Compre papel reciclado
Produzir papel reciclado consome de 70% a 90% menos energia do que o papel comum, e poupa nossas florestas.
25: Utilize uma sacola para as compras
Sacolinhas plásticas descartáveis são um dos grandes inimigos do meio-ambiente. Elas não apenas liberam gás carbônico e metano na atmosfera, como também poluem o solo e o mar. Quando for ao supermercado, leve uma sacola de feira ou suas próprias sacolinhas plásticas.
26: Plante uma árvore
Uma árvore absorve uma tonelada de gás carbônico durante sua vida. Plante árvores no seu jardim ou inscreva-se em programas como o "SOS Mata Atlântica" ou "Iniciativa Verde".
27: Compre alimentos produzidos na sua região
Fazendo isso, além de economizar combustível, você incentiva o crescimento da sua comunidade, bairro ou cidade.
28: Compre alimentos frescos ao invés de congelados
Comida congelada além de mais cara, consome até 10 vezes mais energia para ser produzida. É uma praticidade que nem sempre vale a pena.
29: Compre orgânicos
Por enquanto, alimentos orgânicos são um pouco mais caros pois a demanda ainda é pequena no Brasil. Mas você sabia que, além de não usar agrotóxico, os orgânicos respeitam os ciclos de vida de animais, insetos e ainda por cima absorvem mais gás carbônico da atmosfera que a agricultura "tradicional"? Se toda a produção de soja e milho dos EUA fosse orgânica, cerca de 240 bilhões de quilos de gás carbônico seriam removidos da atmosfera. Portanto, incentive o comércio de orgânicos para que os preços possam cair com o tempo.
30: Ande menos de carro
Use menos o carro e mais o transporte coletivo (ônibus, metrô) ou o limpo (bicicleta ou a pé). Se você deixar o carro em casa 2 vezes por semana, deixará de emitir 700 quilos de poluentes por ano.
31: Não deixe o bagageiro vazio em cima do carro
Qualquer peso extra no carro causa aumento no consumo de combustível. Um bagageiro vazio gasta 10% a mais de combustível, devido ao seu peso e aumento da resistência do ar.
32: Mantenha seu carro regulado
Calibre os pneus a cada 15 dias e faça uma revisão completa a cada seis meses, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Carros regulados poluem menos. A manutenção correta de apenas 1% da frota de veículos mundial representa meio tonelada de gás carbônico a menos na atmosfera.
33: Lave o carro a seco
Existem diversas opções de lavagem sem água. algumas até mais baratas do que a lavagem tradicional, que desperdiça centenas de litros a cada lavagem. Procure no seu posto de gasolina ou no estacionamento do shopping, supermercado.
34: Quando for trocar de carro, escolha um modelo menos poluente
Apesar da dúvida sobre o álcool ser menos poluente que a gasolina ou não, existem indícios de que parte do gás carbônico emitido pela sua queima é reabsorvida pela própria cana de açúcar plantada. Carros menores e de motor 1.0 poluem menos. Em cidades como São Paulo, onde no horário de pico anda-se a 10 Km/h. não faz muito sentido ter carros grandes e potentes para ficar parados no congestionamento.
35: Use o telefone ou a Internet
A quantas reuniões de 15 minutos você já compareceu esse ano, para as quais teve que dirigir por quase uma hora para ir e outra para voltar? Usar o telefone ou skype pode poupar você de stress, além de economizar um bom dinheiro e poupar a atmosfera.
36: Voe menos, reúna-se por videoconferência
Reuniões por videoconferência são tão efetivas quanto as presenciais. E deixar de pegar um avião faz uma diferença significativa para a atmosfera.
37: Economize CD's e DVD's
CD's e DVD's sem dúvida são mídias eficientes e baratas, mas você sabia que um CD leva cerca de 450 anos para se decompor e que, ao ser incinerado, ele volta como chuva ácida (como a maioria dos plásticos)? Utilize mídias regraváveis, como CD-RW's, drivers USB ou mesmo e-mail ou FTP para carregar ou partilhar seus arquivos. Hoje em dia, são poucos arquivos que não podem ser disponibilizados virtualmente ao invés de em mídias físicas.
38: Proteja as florestas
Por anos os ambientalistas foram vistos como "eco-chatos". Mas em tempos de aquecimento global, as árvores precisam de mais defensores do que nunca. O papel delas no aquecimento global é crítico, pois mantém a quantidade de gás carbônico controlada na atmosfera.
39: Considere o impacto de seus investimentos
O dinheiro que você investe não rende juros sozinhos. Isso só acontece quando ele é investido em empresas ou países que dão lucro. Na onda da sustentabilidade, vários bancos estão considerando o impacto ambiental das empresas em que investem o dinheiro dos seus clientes. Informe-se com o seu gerente antes de escolher o melhor investimento para você e o meio ambiente.
40: Informe-se sobre a política ambiental das empresas que você contrata
Seja o banco onde você investe ou o fabricante do shampoo que utiliza, todas as empresas deveriam ter políticas ambientais claras para seus consumidores. Ainda que a prática esteja se popularizando, muitas empresas ainda pensam mais nos lucros e na imagem institucional do que em ações concretas. Por isso, não olhe apenas para as ações que a empresa promove, mas também a sua margem de lucro alardeada todos os anos. Será mesmo que eles estão colaborando tanto assim?
41: Desligue o computador
Muita gente tem o péssimo hábito de deixar o computador de casa ou da empresa ligado ininterruptamente, às vezes fazendo downloads, às vezes simplesmente por comodidade. Desligue o computador sempre que for ficar mais de 2 horas sem utilizá-lo e o monitor até quinze minutos.
42: Considere trocar seu monitor
O maior responsável pelo consumo de energia em um computador é o monitor. Monitores de LCD são mais econômicos, ocupam menos espaço na mesa e estão ficando cada vez mais baratos. O que fazer com o antigo? Doe a instituições como o Comitê para a Democratização da Informática.
43: No escritório, desligue o ar condicionado uma hora antes do final do expediente
Num período de 8 horas, isso equivale a 12,5% de economia diária, o que equivale a quase um mês de economia no final do ano. Além disso, no final do expediente a temperatura começa a ser mais amena.
44: Não permita que as crianças brinquem com água
Banho de mangueira, guerrinha de balões de água e toda a sorte de brincadeiras com água são sem dúvidas divertidas, mas passam a equivocada ideia de que a água é um recurso infinito, justamente para aqueles que mais precisam de orientação, as crianças. Não deixe que seus filhos brinquem com água, ensine a eles o valor desse bem tão precioso.
45: No hotel, economize toalhas e lençóis
Use o bom senso... Você realmente precisa de uma toalha nova todo dia? Você é tão imundo assim? Em hotéis, o hóspede tem a opção de não ter as toalhas trocadas diariamente, para economizar água e energia. Trocar uma vez a cada 3 dias já está de bom tamanho. O mesmo vale para lençóis, a não ser que você mije na cama.
46: Participe de ações virtuais
A internet é uma arma poderosa na conscientização e mobilização das pessoas. Um exemplo é o site ClickÁrvore, que planta árvores com a ajuda dos internautas. Informe-se e aja!
47: Instale uma válvula na sua descarga
Instale uma válvula para regular a quantidade de água liberada no seu vaso sanitário: mais quantidade para o número 2, menos para o número 1!
48:Não peça comida para a viagem
Se você já foi até o restaurante ou à lanchonete, que tal sentar um pouco e curtir sua comida ao invés de pedir para a viagem? Assim você economiza as embalagens de plástico e isopor utilizadas.
49: Regue as plantas à noite
Ao regar as plantas à noite ou de manhãzinha, você impede que a água se perca na evaporação, e também evita choques térmicos que podem agredir as plantas.
50: Frequente restaurantes naturais/orgânicos
Com o aumento da consciência para a preservação ambiental, uma gama enorme de restaurantes naturais, orgânicos e vegetarianos está se espalhando pelas cidades. Ainda que você não seja vegetariano, experimente os novos sabores que essa onda verde está trazendo e assim estará incentivando o mercado de produtos orgânicos, livres de agrotóxicos e menos agressivos ao meio ambiente.
51: Vá de escada
Para subir até dois andares ou descer três, que tal ir de escada? Além de fazer exercício, você economiza energia elétrica dos elevadores.
52: Faça sua voz ser ouvida pelos seus representantes
Use a internet, cartas ou telefone para falar com os seus representantes em sua cidade, estado e país. Mobilize-se e certifique-se de que os seus interesses - e de todo o planeta - sejam atendidos.
53: Divulgue essa lista!
Envie essa lista por e-mail para seus amigos, divulgue o link do post no seu blog ou orkut, reproduza-a livremente e, quando possível, cite a fonte. O Mude o Mundo agradece, e o planeta também!!!

Então era isso. Aí está uma pequena dica de como você pode contribuir para o meio ambiente. E essa semana eu termino o post lançando um desafio: fazer pelo menos 7 ações dessa lista para contribuir com o meio ambiente. Eu também farei minha parte e, juntos, quem sabe um dia não mudamos esse planeta. Loco é quem duvida!!! Abraço e até semana que vem.