sábado, 16 de agosto de 2014

Algoritmo e Programação - While

     Olá a todos. Hoje, para dar sequência aos posts sobre programação eu vou falar de um outro laço de repetição, que se chama while. While é uma palavra inglesa que significa "enquanto", e esse nome é muito bom pois descreve exatamente o que esse laço faz: executa um trecho do programa enquanto uma determinada condição for verdadeira. Para entender melhor, vamos discutir um exemplo:


int main()

{
     unsigned char i = 0;
     while( i < 5)
     {
          printf("O valor de i: %d.\n",i);

          i++;
     }
}


     Bom, o que este exemplo faz? Exatamente a mesma coisa que o exemplo principal do post sobre o laço "for" fazia, que é  escrever o valor de "i" que irá variar de 0 até 4. Então vamos analisar a sintaxe do comando while.

     Primeiro, existe a palavra do comando (while) e entre parênteses a condição que, nesse caso, é i < 5. Dessa forma, enquanto o valor de "i" for menor que 5 o laço continuará repetindo os comandos que estiverem dentro das chaves do comando.

     Basicamente o que podemos falar do laço while é isso. O while é uma instrução mais simples que o for e, em geral, menos poderoso. Para quem já conhece o laço for (quem não conhecer pode buscar o post nesse link) será interessante comparar a estrutura dos dois laços.

     Primeiramente, o laço while não tem inicialização. Enquanto no laço for podíamos inicializar o valor de uma ou mais variáveis que seriam utilizadas no laço dentro da sintaxe do comando, no while não temos essa possibilidade. É por isso que no exemplo dado nesse post a variável "i" recebeu seu valor antes de entrar no laço.

     Outra diferença entre o while e o for é que o while não altera automaticamente a variável testada. Por isso que nesse exemplo a variável "i" está sendo alterada dentro do laço. No laço for não há a necessidade disso pois o próprio laço, após uma iteração, altera os valores das variáveis determinadas pelo programador.

     Uma utilização comum do while é criar laços infinitos. Embora eu tenha comentado no post sobre o for que laços infinitos são perigosos (e realmente são, quando criados de forma não intencional), eles algumas vezes são necessários. Um exemplo disso é em programas de microcontroladores, que geralmente possuem dentro da função main um laço infinito. A função desse laço é repetir continuamente a execução do programa. Caso esse laço não fosse utilizado, o microcontrolador iria executar todo o programa uma única vez e, depois disso, ficaria sem fazer nada. Isso é ruim. Imagine que seu trabalho seja programar um sensor de temperatura. Você quer um sensor que leia a temperatura 1 única vez? Que para fazer outra medição você tenha que religar o equipamento? Provavelmente não. Mais comum é um programa que a cada intervalo de tempo faça uma leitura de temperatura e mostre o valor em um display. Nesse caso usa-se  um laço while com alguma função que controle o tempo para executar a leitura no intervalo de tempo necessário. A estrutura genérica e simplificada de um programa para microcontrolador é:

#includes e qualquer tipo de definição inicial de hardware
void main()
{
   inicialização de registradores e periféricos;
   while(1)
   {
      comandos do programa;
   }
}

     Nesse esqueleto de programa temos os includes e definições de hardware. Os includes tem a mesma utilidade dos que utilizamos para computador. Eles permitem que usemos funções prontas desenvolvidas pelos fabricantes  do microcontrolador ou outras pessoas. As definições de hardware dependem do compilador e hardware utilizado, que em geral não seguem um padrão. Em microcontroladores geralmente deve-se definir o tipo e a velocidade do oscilador utilizado (os osciladores de microcontroladores geralmente estão na casa de MHz) e, algumas vezes, os tipos de interrupções que serão habilitadas.

     Dentro do main temos um trecho sobre inicialização de registradores e periféricos, que se encontra antes do laço while. Um microcontrolador pode ter diversos registradores que controlam, por exemplo, se um pino será entrada ou saída, ou se será uma entrada digital ou analógica. Para informarmos ao microcontrolador a função específica de cada pino utilizamos registradores. Esse é apenas um exemplo dos  usos de registradores, que estudaremos mais detalhadamente no futuro. O microcontrolador pode também ter diversos periféricos, que são circuitos  internos ao microcontrolador que executam tarefas específicas, como medir tensões analógicas ou se comunicar via protocolo RS-232 (padrão das seriais de computador). Ter um periféricos específico para uma tarefa  facilita muito a execução da mesma.

     Após isso temos um laço while(1). Perceba que no lugar da condição do laço temos apenas um número constante de valor 1. Para entender a razão disso devemos entender que na linguagem C o valor 0 representa algo falso e qualquer valor diferente de zero representa algo verdadeiro. Se tomarmos uma variável "i" com valor 4 e fizermos a comparação (i == 5), a linguagem C entende essa sentença como 0, pois é uma sentença falsa. Por outro lado, a sentença (i == 4) seria interpretada como 1, pois é verdadeira. Mas não somente o 1 representa verdadeiro, como qualquer outro número diferente de 0.

     Como visto o número 1 equivale a uma sentença verdadeira. Como o laço for executa comandos enquanto a condição for verdadeira, e o número 1 será sempre uma sentença verdadeira, isso significa que o programa jamais encerrará o laço while. Após entrar nele o programa só sairá se ocorrer o desligamento ou alguma interrupção (trataremos disso no futuro). Portanto, esse laço garantirá a repetição indefinida do nosso programa, como desejávamos.

     Conforme o que foi dito nos parágrafos anteriores, também seria um laço infinito escrever while(2), por exemplo. Porém, a prática mais comum é utilizar o valor 1 para representar sentenças verdadeiras.

     Por hoje era isso. Espero ter explicado claramente o laço while e sua funcionalidade. Espero também ter sido claro na minha breve introdução sobre programação de microcontroladores, que será descrita neste blog em um futuro não tão distante. Qualquer dúvida, crítica, sugestão ou comentário, por favor, use o campo dos comentários. Abraço e até a próxima!

domingo, 10 de agosto de 2014

Teoria vs Prática

   Olá a todos. Hoje vou falar e dar minha opinião sobre uma discussão sem fim que é: será que os currículos dos cursos de graduação são muito teóricos? E para começar eu quero abordar uma outra pergunta que está relacionada: o que é mais importante: a teoria ou a prática?

   Arrisco dizer que o que vale mais seja sempre os resultado práticos. E essas são palavras saídas dos dedos de um teórico irremediável que sou. Mas independente de se trabalhar em empresa, pesquisa ou até mesmo como professor, o que importa é o resultado prático. Se você trabalha em empresa, o resultado será um projeto bem feito, robusto e com qualidade. Para quem trabalha na pesquisa o resultado pode ser uma ideia diferente e a redação de um bom artigo sobre ela. Caso você seja professor seu resultado é fazer com que seus alunos compreendam a disciplina e saiam dela com um conhecimento maior.

   O resultado prático, além de ser o que importa, é também o que é visto. Quando alguém nos mostra algo, a primeira coisa que vemos é o que está feito. Não vemos o caminho trilhado para aquilo ser feito. No caso do projetista não vemos se ele fez contas ou não para implementar aquele projeto, ou se o pesquisador estudou ou não para chegar na ideia apresentada, ou se o professor preparou ou não as aulas para serem claras.

   Uma vez que o que importa e o que vemos são resultados práticos, do que importa a teoria? Por que não cortar carga teórica dos cursos de graduação e aumentar o enfoque na prática? Pois  bem, para argumentar sobre isso vou me basear no meu curso de graduação em engenharia. Não sei o quanto esse problema impacta  outros cursos de graduação.

   O currículo contém disciplinas teóricas como matemática e física pois aquilo é esperado de um engenheiro. É pré requisito para o título de engenheiro um conhecimento nessas áreas, mesmo que ele não trabalhe com isso no dia a dia. E o conhecimento teórico é fundamental quando se projeta algo que nunca foi feito. Quando você está fazendo algo que já foi feito e com bases bem conhecidas, é comum utilizar o senso comum e trabalhar por tentativa e erro. Nesse caso talvez essa técnica apresente um melhor custo-benefício do que sentar, calcular e depois implementar. Um exemplo bem básico disso é ligar um LED em uma bateria de 12V. Enquanto alguém sentar para calcular a queda de tensão do LED e a corrente necessária para acendê-lo eu já coloquei um resistor de 1K e o LED já está brilhando. Nesse caso ligar um LED é algo conhecido que não necessita cálculo.

   Porém, quanto mais um projeto sai do senso comum maior será a relevância da teoria. Quando alguém precisa fazer algo que nunca foi feito, não há nada anterior no que se basear. E nesse caso se recorre a teoria. E existem exemplos disso. Quando os EUA precisaram construir a primeira bomba nuclear, eles reuniram um grupo de excelentes físicos e pesquisadores. Pessoas que estavam na fronteira da teoria nuclear. Hoje em dia, após a criação das bombas nucleares, diversos países relativamente pequenos as possuem (coisa realmente preocupante). Dizem até que bomba nuclear possui uma fabricação quase "caseira" nos dias de hoje (outro fato preocupante). Mas se construí-la é algo "simples", por que os Estados Unidos recrutaram seus melhores cientistas para fazê-la? Por que até aquele momento isso nunca tinha sido feito.

   Se você procurar qualquer coisa grandiosa já feita, ela contou com o apoio de cientistas que dominavam a teoria. Você acha que a NASA envia sondas espaciais para o espaço sem levar em conta modelos teóricos e matemáticos? Conforme a complexidade de um projeto aumenta, seu custo aumenta e seu nível de "novidade" aumenta, a técnica de tentativa e erro se torna inviável e, nesse caso, a teoria adquire um espaço importante.

   Mas nesse momento alguém poderia dizer: "mas eu não vou construir bombas e nem trabalhar na NASA. Por que preciso de tanta teoria?". A resposta é: a faculdade ou universidade não sabe o que você vai fazer. No ensino médio eu estudei geografia, algo que nunca usei na minha vida profissional. Porém no ensino médio a escola não sabia o que cada aluno faria, e pode ser que algum dos meus colegas esteja utilizando esse conhecimento em seu trabalho. O mesmo se aplica para a universidade. Eles não sabem quais de seus alunos trabalharão na indústria, quais serão professores e quais se direcionarão à pesquisa. Eles não sabem quais vão trabalhar na Fórmula 1 ou se algum deles será contratado pela NASA.  Então eles buscaram construir um currículo que atendesse ao maior número de possíveis necessidades futuras.

   Por fim, digo que concordo que os cursos devem  levar em conta a prática. Eles devem adequar seus currículos para incluir visitas a empresas ou locais cotidianos da profissão, devem realizar palestras com projetistas de  empresas do setor em questão. Agora a pessoa que diz que deveria ter menos teoria (e em geral atacam as disciplinas de cálculo e física) por que ela  não consegue entendê-la ou passar em uma disciplina teórica, na minha opinião, não tem o necessário para ser formado em um curso de nível superior.

   Por hoje era isso. Se concorda, discorda ou tem algo a dizer sobre isso, use os comentários. Abraço a todos e que continuemos estudando.

domingo, 3 de agosto de 2014

Algoritmo e Programação - For

  Olá a todos. Vamos dar sequência a nossa série de programação estudando um novo comando: o for.

  O comando for é um dos comandos de laço existentes na linguagem C. A função de um comando de laço é repetir múltiplas vezes o mesmo trecho de código, até que uma certa condição seja atendida. Esse comando é extremamente flexível e, por isso, estudaremos ele inicialmente. Como exemplo, vamos analisar o seguinte trecho de código.

int main()
{
     unsigned char i;
     for(i = 0; i < 5; i++)
     {
          printf("O valor de i: %d.\n",i);
     }
}


  O que esse trecho de código fará? Primeiramente criará uma variável do tipo char com o nome "i". Perceba que essa variável é local (sua existência se limita ao interior da função main()) e foi criada sem a definição de um valor inicial. Enquanto as variáveis globais são criadas com valor igual a 0, as variáveis locais não são necessariamente criadas com algum valor inicial, podendo conter qualquer valor de "lixo". É necessário tomar cuidado com essas regras pois elas podem variar conforme o compilador usado (problema especialmente verificado em compiladores para microcontroladores, que nem sempre seguem à risca as regras de C ANSI).

  Após criada a variável "i", cujo valor, à priori, não sabemos, há o comando for. O comando for recebe três argumentos (e aqui argumentos é somente uma forma de falar, pois o comando for não é uma função) separados por ponto e vírgula. Primeiramente colocamos as condições de inicialização. Essas condições atribuem valores as variáveis antes que o laço de repetição comece a ser executado. Neste caso foi atribuído a variável i o valor 0. Também tenha em mente que é possível inicializar o valor de múltiplas variáveis, como, por exemplo:

for(i = 0, j = 3; i < 5; i++)
{
     //Qualquer coisa aqui dentro!
}

  Neste trecho de código foi atribuído a variável i o valor 0 e a variável j o valor 3 na mesma inicialização do for. Atente para o fato de que as variáveis i e j devem ser declaradas antes do comando for.

  Após a inicialização vem a condição, que é uma expressão que determinará quando o laço deve ser encerrado. No nosso exemplo temos a condição (i < 5). Isso significa que o laço se repetirá enquanto o valor da variável i for menor que 5. Se ao final de uma iteração (onde uma iteração é a execução de todos os comandos internos a um laço de repetição) o valor de i for igual ou maior que 5, o laço for não será executado mais e o programa seguirá executando os comandos posteriores ao for.

  Na condição devemos ter apenas um teste, mas esse teste pode envolver mais de uma variável. Vejamos os seguintes exemplos:

for(i = 0, j = 2; i+j<10 i="" p="">{
     //Qualquer coisa aqui.
}

for(i = 0, j = 0; (i<2 amp="" i="" j="" p="">{
     //Qualquer coisa aqui.
}

  No primeiro exemplo estamos testando a soma da variável i e da variável j. Enquanto o resultado dessa soma for menor que 10 o laço continuará a ser repetido. No segundo exemplo estamos testando se o valor da variável i é menor que 2 e se, ao mesmo tempo, o valor da variável j é menor que 1. Enquanto ambas condições forem verdadeiras simultaneamente, o laço de repetição continuará a ser executado.

  Vamos voltar ao nosso exemplo inicial. Após o segundo ponto e vírgula temos o incremento. No incremento vamos determinar quais variáveis terão seu valor alterado. No nosso exemplo inicial temos a expressão mais comum, que é i++. Essa expressão, como já sabemos, incrementam em 1 o valor atual da variável i. Mas nem sempre temos que incrementar em 1 o valor da variável. Vejamos outro exemplo:

for(i = 100; i > 40; i-=5)
{
     //Qualquer coisa aqui.
}

  Nesse último exemplo a variável i é decrementada por um valor de 5. Ou seja, ao final dos comandos contidos pelo laço for a variável i tem seu valor diminuído por 5.

  Também é possível alterar o valor de mais de uma variável. Vejamos o próximo exemplo.

for(i = 100, j = 50; i+j > 40; i-=5, j-=10)
{
     //Qualquer coisa aqui.
}

  Neste último exemplo estamos alterando o valor de duas variáveis, que são i e j. A variável i tem seu valor decrementado por 5, enquanto a variável j tem seu valor decrementado por 10.

  No nosso exemplo inicial, o laço é executado 5 vezes, e o valor de i é incrementado 1 unidade, passando pelos valores 0, 1, 2, 3 e 4. Quando o valor de i é igual a 5, o laço for é encerrado, e os comandos não são executados com i igual a 5. O programa então mostra as seguintes mensagens na tela:

O valor de i: 0.
O valor de i: 1.
O valor de i: 2.
O valor de i: 3.
O valor de i: 4.

  Devemos porém prestar atenção nas possíveis armadilhas que existem quando utilizamos laços de repetição. A mais famosa (e mais perigosa) é o laço infito. Esse problema ocorre quando criamos um laço sem condição de encerramento, ou cuja condição nunca possa ser alcançada. Vamos a um exemplo.

for(i = 0; i != 3; i +=2)
{
     //Qualquer comandos aqui, desde que não alterem o valor de i;
}

  A implementação acima consiste de um laço infinito. Analisando esse trecho, percebe-se que o valor de i foi inicializado com 0, e que o laço será executado enquanto o valor de i for diferente de 3. Porém, no incremento, definimos que o valor de i é sempre incrementado por um valor de 2. Se temos um número par, e sempre incrementamos por um número par, nunca teremos um número ímpar como 3. Dessa forma, a condição de encerramento do laço nunca poderá ser atingida e, portanto, o laço executará para sempre. Hoje em dia isso causa "apenas" o travamento completo de seu programa. Porém, antigamente, o sistema operacional (SO) não conseguia tomar o controle da máquina. Então cabia aos programas terem comandos que devolviam ao sistema operacional o controle do processador. Em um sistema assim (chamado de processamento cooperativo) se o programa entrava em um laço infinito e não conseguia devolver ao SO o controle da máquina, todo o computador ficava travado e precisava ser reiniciado. Não havia Ctrl+Alt+Del para finalizar a tarefa. Então perceba o quanto um laço infinito é perigoso para um sistema. E, levando em conta que a maioria das aplicações microcontroladas não possui SO, os laços infinitos continuam travando completamente esse tipo de sistema. Portanto, esteja sempre atento!

  E por hoje era isso. Seguindo nosso ritual tradicional de final de post, digo que qualquer dúvida, sugestão ou crítica deixem comentários. Cumprido os procedimentos protocolados, um abraço a todos e continuem estudando.

sábado, 26 de julho de 2014

Algoritmo e Programação - Switch Case

   Olá a todos. Já que retornamos, vamos dar continuidade a série sobre algoritmo e programação. Hoje vamos falar de um novo comando, que é o switch case (também conhecido como switch).

   Imagine que temos uma variável inteira que em nosso programa vai assumir valores de 0 até 9. Para cada valor, devemos escrever uma mensagem diferente na tela com o comando printf. Uma das maneiras de fazer isso é criar 10 comandos ifs, um para cada situação, da seguinte forma:

unsigned char variavel = 2;

int main()
{
if(variavel == 0)
{
printf("Valor zero.\n");
}
if(variavel == 1)
{
printf("Valor um.\n");
}
if(variavel == 2)
{
printf("Valor dois.\n");
}
if(variavel == 3)
{
printf("Valor três.\n");
}
if(variavel == 4)
{
printf("Valor quatro.\n");
}
if(variavel == 5)
{
printf("Valor cinco.\n");
}
if(variavel == 6)
{
printf("Valor seis.\n");
}
if(variavel == 7)
{
printf("Valor sete.\n");
}
if(variavel == 8)
{
printf("Valor oito.\n");
}
if(variavel == 9)
{
printf("Valor nove.\n");
}
system("pause");
}

   Este é um jeito de fazer. Um jeito meio longo (ocupou 49 linhas, embora alguém pudesse dizer que isso se deve pela forma que eu costumo escrever o código) mas funciona.

   O comando switch serve para quando queremos comparar o valor inteiro de uma variável com diversos outros valores. Vamos aplicá-lo ao exemplo dado anteriormente para observarmos sua sintaxe.

unsigned char variavel = 7;

int main()
{
switch (variavel)
{
case 0:
printf("Valor zero.\n");
break;
case 1:
printf("Valor um.\n");
break;
case 2:
printf("Valor dois.\n");
break;
case 3:
printf("Valor três.\n");
break;
case 4:
printf("Valor quatro.\n");
break;
case 5:
printf("Valor cinco.\n");
break;
case 6:
printf("Valor seis.\n");
break;
case 7:
printf("Valor sete.\n");
break;
case 8:
printf("Valor oito.\n");
break;
case 9:
printf("Valor nove.\n");
break;
default:
printf("Valor estranho encontrado!\n");
break;
}
system("pause");
}

   Então vamos prestar atenção na sintaxe do comando switch. Após o comando switch escreve-se, dentro de parênteses, a variável que será testada. Nesse caso eu nomeei a variável como "variavel" (que criativo que eu sou). Após isso abre-se um bloco de chaves.

   Dentro do bloco colocamos case, o valor a ser testado e dois pontos. Depois disso escrevemos todos os comandos que devem ser executados se a variável for igual ao valor testado. Depois dos comandos que queremos que sejam executados finalizamos com comando break.

   Para que serve o comando break? Quando nosso programa encontra o comando break, ele sai fora do laço que está sendo executado. Neste caso, ele sai fora do comando switch. Vamos supor que nos esqueçamos de colocar break no comando switch, e a variável tenha valor zero. Nesse caso ela é comparada com o case 0, será igual e mostrará na tela a mensagem "Valor zero.". Mas, como o programa não encontrou um break, ele vai mostrar na tela a mensagem "Valor um." que está dentro do case 1, mesmo que o valor da variável seja diferente de 1, e continuará mostrando todas as mensagens seguintes. Se esquecermos de todos os breaks, o programa vai mostrar todas as mensagens e executar todos os comandos após o case que corresponder ao valor da variável. Por isso, sempre que seu case executar os comandos de mais de um caso, verifique se você não esqueceu de colocar o comando break em algum dos cases.

   Por fim temos o default. O programa vai executar os comandos dentro de default sempre que a variável testada não se encaixar em nenhum dos cases. Por isso que o nome desse caso é default (um pouco auto explicativo). Após os comandos do default devemos lembrar de fechar o bloco de chaves do switch.

   Perceba que, nesse caso, não ganhamos muita economia de linhas (gastei 45 linhas para fazer esse código). O maior ganho foi em organização. Ao ver um comando switch o programador já sabe que terá múltiplas comparações de valores inteiros e isso facilita a compreensão do código.

   Note que o comando switch compara apenas igualdade. Não é possível comparar se um valor é maior que ou menor que outro utilizando esse comando. Também só é possível comparar valores do tipo inteiro, e nunca valores do tipo float (decimais, números com vírgula). Em todos os casos onde o switch não se aplica, é aconselhado o uso do comando if. O comando switch suporta números negativos desde de que a variável testada comporte esses números (seja do tipo signed).

   Caso você queira testar esses exemplos no seu compilador, lembre-se de inclui os arquivos stdio.h e stdlib.h. Caso se esqueça, o compilador gerará erro dizendo que o comando system("pause") não está definido dentro do escopo do programa.

   Por hoje era isso. Qualquer dúvida me avisem pelos comentários. Sugestões? Comentários! Críticas? Comentários! Para entrar em contato, utilize os comentários. Espero que tenham gostado e entendido. Vamos continuar estudando! Um abraço e até a próxima.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Retorno Triunfal!

Nossa, quanto tempo faz que não escrevo aqui. Deixe-me ver, faz desde março desse ano!

Primeiro, permitam-me explicar o motivo de minha ausência aqui. Este último ano estive envolvido com pesquisa tecnológica na Universidade de Caxias do Sul. Estava trabalhando em um projeto sobre identificação de parâmetros de baterias chumbo ácidas reguladas por válvula (VRLA ou também conhecida como bateria de carro!).

Devido a pesquisa estive mais dedicado a funções dentro da universidade, como monitorias e até mesmo minhas próprias aulas. Mas este ano estou deixando o projeto, então creio que vou ter mais tempo e disposição para escrever aqui.

Então vamos lá. O que temos pendente para fazer? Temos a série sobre programação C, que nunca foi terminada =/.

Depois disso vamos começar uma série sobre microcontroladores (por que não?). Estou trabalhando em um programa para Arduíno (sim, eu comprei um ^^) para comunicar com um controle de PS2. Estou terminando isso e, após finalizar, quero expandir para outros microcontroladores que conheço (PIC e ARM).

Também quero incluir algumas coisas sobre física (amor de minha vida) e química (apenas uma paixão momentânea). Por que não? O blog é meu mesmo!!!

Como sempre estou aceitando comentários, sugestões e críticas para continuar melhorando o blog. Conto com a ajuda de todos os leitores.

Então vamos lá, que 2014 não terminou e temos muito trabalho a recuperar.

Abraço a todos e de volta aos estudos!!!

sábado, 1 de março de 2014

Não Jogue Fora: Conserte!

Não jogue fora, conserte. Essa era a frase estampada na capa da revista Galileu, de fevereiro de 2014. Fazia chamada para um excelente artigo falando sobre a cultura do conserto, de grupos de pessoas que se opõem à obsolescência programada e clamam pelo direito de seus equipamentos serem facilmente consertáveis. Assim, no meio da matéria, descobri o site iFixit, que reúne diversos guias e manuais de reparos de diversos produtos diferentes, como celulares e consoles, e tudo gratuito!

Ainda não explorei completamento o site, mas com certeza é muito útil saber que ele existe. E, por isso, compartilhei esta descoberta aqui no blog. Aproveito para recomendar a revista Galileu, que me pareceu ser uma ótima revista, com diversas matérias interessantes.

Enfim, é isso. Espero que essa informação seja útil para alguém. Obrigado pela atenção e até a próxima! E lembrem-se: continuem estudando, que eu também continuarei! Abraço!

Resumo da Série de Eletrônica Digital

     Olá a todos. A algum tempo me empenhei em escrever uma série de posts sobre eletrônica digital e que, com o último post sobre memórias, eu dei como concluída (muito embora, no futuro, possam ser acrescentados mais posts a ela!). Com isso acho conveniente escrever um resumo, que mais serve como um índice da série, com os links de cada post, assim como fiz com a série de conversores chaveados.
     Caso seja necessário acrescentar outro post nessa série, esse índice será atualizado. Como saberei se outro post é necessário? Com a ajuda de vocês, leitores! Assim, qualquer sugestão tipo "ei, faltou um post sobre tal assunto" será útil para indicar o que faltou na série.
     A ideia principal é, após o fechamento de outra série em andamento, sobre linguagem C, iniciar uma série sobre microcontroladores PIC.
     Então, sem mais delongas, vamos ao índice, que busquei organizar no sentido de pré-requisitos, ou seja, para ler um post qualquer é necessário do conhecimento dos anteriores:


     Aí está o sumário dessa série, que espero que possa ajudar todos que precisarem e, por favor, eu, como estudante de engenharia de controle, me importo muito com o feedback. Sugiram nos comentários, se vocês acham que falta algo. O post sobre o circuito para senha de cofre, por exemplo, surgiu como sugestão de um leitor.

   Obrigado pela atenção. Abraço e bom início de semestre a todos. Lembrem-se: continuem estudando, que eu também vou! Fui.

Atualizado pela última vez em: 01/03/2014.