domingo, 7 de julho de 2013

Circuito Dimmer

Olá. Hoje vamos abordar um circuito clássico, a pedido de um leitor do blog. Hoje vamos falar do dimmer, que é um circuito que controla a tensão RMS aplicada a uma carga através de cortes na senóide da rede. Vamos entender mais sobre isso neste post. Antes vamos estudar a matemática sobre o dimmer. Mas primeiro recomendo você ler os posts Circuitos Retificadores: Visão Geral e Tensão Alternada (AC).

Vamos analisar a figura abaixo:


Nesta figura, percebemos que a senóide não começa em 0 radianos como deveria, mas começa o semiciclo positivo com [;\alfa;][;\alfa;][;\alpha;] radianos de atraso. Já no semicilo negativo, acontece algo semelhante. Ao invés de a tensão começar a ficar negativa no ângulo de [;\pi;] radianos, a tensão começa a ficar negativa com o mesmo atraso de [;\alpha;], ou seja, começa a ficar negativa no ângulo de [;\pi + \alpha;] radianos.

Podemos imaginar que a tensão RMS, ou seja, a tensão eficaz que esta onda apresenta é menor que a tensão RMS que a onda completa (sem esses cortes) apresentaria. Mas como calcular a tensão RMS exata desta onda?

Aproveitando a simetra entre os semicilos podemos calcular a tensão RMS considerando somente um semiciclo. Vamos fazer o cálculo RMS entre os ângulos 0 e [;\pi;], percebendo que a onda apresenta tensão somente entre [;\alpha;] e [;\pi;], vamos integrar a função senoide entre os limites [;\alpha;] e [;\pi;]. Sendo Vp a tensão de pico da onda , ou seja,

[;Vout_{rms}=\sqrt{\frac{1}{\pi}\int_a^{\pi}{V_p.sen({\omega t})\ d(\omega t)}};]

[;Vout_{rms} = \frac{V_p}{\sqrt{2}}.\sqrt{1-\frac{\alpha}{\pi}+\frac{sen(2\alpha)}{2 \pi}} ;]

Onde:

 [;\frac{V_p}{\sqrt{2}}=Vin_{rms};]

Caso você não entenda integração, não se preocupe, pode ficar com a segunda expressão que é, de fato, a resolução da integral acima.

A corrente RMS pode ser expressa simplesmente utilizando a Lei de Ohm:

[;I_{rms} = \frac{Vout_{rms}}{R};]

Então vimos que se conseguirmos aplicar um atraso na senóide da rede, conseguiríamos controlar a tensão e corrente RMS aplicada em uma carga resistiva. O circuito que controla esse atraso é o circuito dimmer, cujo esquemático está ilustrado abaixo:


No circuito, ao alterar-se a resistência do potenciômetro P1, mudamos a constante de tempo da primeira malha RC, mudamos constante de tempo que ao passar pela segunda malha RC e chegar a tensão de disparo do DIAC, aciona o TRIAC e permite que a tensão da rede seja aplicada na carga.

Mas o esquema elétrico apresentado é para um Dimmer de 110V. Vamos agora olhar o adaptar o esquemático para um Dimmer de 220V.

Os capacitores devem aguentar uma tensão de, pelo menos, 400V de pico e 300V constante.

No esquema que montei existe um resistor em série com o pontenciômetro, de 5K6. O resistor de 300 Ohms foi substituído por um de 5K6 também e os capacitores usados foram de 47nF. O DIAC utilizado foi o DB3 e o TRIAC utilizado o BT138.

Este esquema funciona para a rede de 220V, pelo que me lembro, e consegue controlar bem a potência de uma lâmpada de 100W tranquilamente. Ao fazer a montagem, tome cuidado devido ao risco de choque elétrico e confira o datasheet dos componentes utilizados para verificar se eles atendem as exigências.

Por hoje era isso, abraço e até a próxima. Fui...

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Algoritmo e Programação - Calculando uma Média com Funções

Olá, quanto tempo! Pois é, época de provas na universidade, tive que estudar bastante, mas não esqueci do blog em momento algum, fiquem tranquilos, se é que alguém ainda lê isso. ;)

Vamos fazer um algoritmo sequencial que calcula uma média aritmética comum, e faremos isso de duas formas. Na primeira vamos fazer isso tudo em uma função principal, e na outra faremos uso de uma função destinada exclusivamente a fazer o cálculo da média aritmética.

#include >stdio.h<
#include >stdlib.h< //desinverter os símbolos de maior e menor, pois se eu escrever da maneira certa,
//o blogger entende como código HTML e "come" a expressão

float nota_1, nota_2, nota_3, media;
main()
{
    printf("Digite nota 1: ");
    scanf("%f",&nota_1);
    printf("Digite nota 2: ");
    scanf("%f",&nota_2);
    printf("Digite nota 3: ");
    scanf("%f",&nota_3);
    media = (nota_1+nota_2+nota_3)/3;
    printf("A media calculada foi de: %f.\n",media);
    system("pause");
}

Caso tenha dificuldade em entender os elementos do código, sugiro ler o post anterior, onde explico cada elemento usado nesse programa.

Nesse programa queremos calcular uma média aritmética entre três notas, ou seja, somaremos as três e dividiremos o resultado por três, e é exatamente isso que este código faz.

Porém conforme nosso código cresce em tamanho e complexidade, se torna útil dividi-lo em funções. As funções são trechos de código escritos fora do programa principal (main) e que, quando são necessário, podem ser chamados de dentro do trecho de código onde estamos. Vamos reescrever esse programa para que o cálculo da média seja feita dentro de uma função, mediante a passagem das notas para a função.

A função que calcula a média aritmética terá a seguinte cara:

float calculo_media (float n1, float n2, float n3)
{
    float media_aritmetica;
    media_aritmetica = (n1+n2+n3)/3;
    return media_aritmetica;
}

Vamos analisar os elementos da função. Ela tem um nome. Essa função se chama calculo_media, pois é isso que ela faz, calcula a média. Não preciso dizer que é interessante nomear a função de forma que saibamos, por alto, o que ela faz.

Após o nome da função, entre parênteses, existe a lista de argumentos que a função recebe. Os argumentos são os dados que a função precisa saber para calcular funcionar corretamente. Nesse caso vamos calcular uma média. Para isso precisamos saber os valores das três notas, que nomeamos como n1, n2 e n3. Antes do nome das notas temos a palavra float, que indica que as variáveis são do tipo ponto flutuante, ou seja, podem conter números com vírgula, e não somente números inteiros. Pois todos sabem que a nota pode ser um número com vírgula, como 8,2 ou 9,5 (infelizmente as vezes as notas são mais baixas).

Antes do nome da função também temos a palavra float. Neste caso definimos o tipo de valor que a função retorna. Neste exemplo a função calcula a média e retorna para o código original o valor calculado para a média. Mais adiante, quando eu mostrar o exemplo completo, voltarei a falar sobre isso.

No restante do código da função, simplesmente criamos uma variável chamada media_aritmetica, que declaramos como sendo float, pois vai receber o valor da média que também poderá ser um número com vírgula. A segunda linha da função calcula a média através da soma e divisão e, por fim, existe o comando return que devolve o valor calculado pela função para o código original. Vamos agora ver o exemplo do código inteiro:

#include >stdio.h< //desinverter os símbolos de maior e menor, pois se eu escrever da maneira certa,
//o blogger entende como código HTML e "come" a expressão

float nota_1 = 0, nota_2 = 0, nota_3 = 0, media = 0;

float calculo_media (float n1, float n2, float n3)
{
    float media_aritmetica;
    media_aritmetica = (n1+n2+n3)/3;
    return media_aritmetica;
}

main()
{
    printf("Digite nota 1: ");
    scanf("%f",&nota_1);
    printf("Digite nota 2: ");
    scanf("%f",&nota_2);
    printf("Digite nota 3: ");
    scanf("%f",&nota_3);
    media = calculo_media(nota_1, nota_2, nota_3);
    printf("A media calculada foi de: %f.\n",media);
    system("pause");
}

Perceba que existe uma linha que diz que a média é igual a calculo_media(nota_1, nota_2, nota_3). Esta linha chama a função que calcula a média passando os valores da nota_1, nota_2 e nota_3 para as variáveis da função chamadas de n1, n2 e n3, respectivamente. Depois a função irá retornar a variável media_aritmetica, que será a média calculada, e esse valor será armazenado na variável media.

Espero que tenham entendido o básico de funções em C. Espero também que possam sozinhos aprofundar um pouco mais esses conhecimentos adquiridos com as práticas propostas abaixo. Qualquer dúvida não hesitem em comentar neste post.

Então teremos práticas, para aprofundarmos o nosso conhecimento sobre funções.

1) Teste esse código e procure entender seu funcionamento:

#include  >stdio.h< //desinverter os símbolos de maior e menor, pois se eu escrever da maneira certa,
//o blogger entende como código HTML e "come" a expressão

float nota_1 = 0, nota_2 = 0, nota_3 = 0, media = 0;

float calculo_media (float n1, float n2, float n3)
{
    float media_aritmetica;
    media_aritmetica = (n1+n2+n3)/3;
    return media_aritmetica;
}

main()
{
    printf("Digite nota 1: ");
    scanf("%f",&nota_1);
    printf("Digite nota 2: ");
    scanf("%f",&nota_2);
    printf("Digite nota 3: ");
    scanf("%f",&nota_3);
    printf("A media calculada foi de: %f.\n",calculo_media(nota_1, nota_2, nota_3));
    system("pause");
}

2) Crie duas funções, uma para calcular a média entre duas notas e outra para calcular a média de três notas, e implemente um programa com essas funções.

Por fim, qualquer dúvida, sugestão (principalmente sugestões) ou comentário, deixe um comentário que responderei dentro de 1 dia útil. Abraço e bons estudos de programação.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Dicas para Cuidar da Estação de Solda

Olá a todos. Quanto tempo né? É que ultimamente estive muito ocupado com afazeres da universidade e do trabalho. Enfim, hoje vou dar algumas dicas sobre como cuidar da sua estação de solda. Essas informações foram passadas a mim na empresa em um treinamento que está sendo realizado na parte de solda de componentes SMD, que inclui solda por forno de refusão, solda onda e solda a mão, com fins de retrabalho.

Para começar, vamos diferenciar o estanhador comum e a estação de solda.

O estanhador basicamente consiste de um elemento resistivo que, ao ser ligado na rede elétrica, dissipa uma potência determinada, sendo os valores comuns 30W, 40W, 60W, 80W e 100W. O estanhador pode não ter a ponteira aterrada, ou seja, pode não estar protegida contra descargas eletrostáticas.

Já a estação de solda conta com uma ponta aterrada, protegendo componentes sensíveis de descargas eletrostáticas, além de um sensor de temperatura e um potenciômetro para ajuste da mesma, permitindo escolher a temperatura de solda entre valores de 150°C até 450°C (pelo menos nos modelos em que estou acostumado). A grande desvantagem da estação de solda é seu preço, muito superior ao do estanhador. Fazendo uma pesquisa rápida no mercado livre, encontrei ferros de solda (estanhador) de 60W por aproximadamente R$30,00, enquanto uma estação de solda, da mesma marca e de mesma potência, por R$140,00, ou seja, mais de 4 vezes o preço do estanhador.

Então o hobbista que investiu em uma estação de solda quer qualidade no seu trabalho e uma longa duração da sua ferramenta, devido ao alto custo. O funcionário de uma empresa, de mesma forma, que conservar sua ferramenta de trabalho, para obter maior qualidade nas suas soldas por mais tempo. Então aqui estão algumas coisas que você deve saber para aproveitar ao máximo sua estação de solda.

A maioria dos estanhos utilizados na indústria eletrônica para soldagem a mão são uma liga de estanho e chumbo. Ligas como Sn60Pb40, Sn63Pb37 e Sn62Pb36Ag2 possuem fusão completa, respectivamente, em temperaturas de 190°C, 183°C e 179°C. É aconselhado, para solda de componentes pequenos (SMD) usar uma temperatura de 220°C. Essa temperatura é suficiente para fundir a solda e insuficiente para danificar os componentes, desde que a fonte de calor (a ponta do ferro de solda) não seja deixada muito tempo no terminal. Utilizar temperaturas muito altas, como 350°C e 400°C permite uma solda muito mais rápida, mas devem ser usadas com cuidado, pois deixar o ferro da estação em repouso nessa temperatura danifica os elementos internos do ferro de solda, além dessa temperatura poder danificar os componentes eletrônicos. Portanto só utilize temperaturas mais altas se o que for soldado dissipar muito calor, como é o caso de soldas de fios de grande bitola, ou componentes PTH. Mesmo nesses casos se deve evitar temperaturas muito altas na estação.

Outra dica interessante é a seguinte. Muitas pessoas depois de utilizar a estação para uma solda, limpam a ponta da estação e a guardam em seu suporte, com a estação ainda ligada esperando a próxima solda. Eu mesmo sempre fiz isso e descobri que está errado. Depois de utilizar a estação, o correto é limpá-la e depois colocar estanho em sua ponta, e só depois recolocá-la no suporte. O estanho na ponta da estação serve para dissipar o calor, evitando que aquele calor se concentre na ponta danificando-a. Pois a ponta da estação aguenta as temperaturas de solda apenas quando existe uma carga térmica, ou seja, alguma coisa para dissipar o calor que ela produz. A carga térmica, quando soldamos, é tanto o terminal do componente a ser soldado como o estanho que colocamos no terminal. Depois que soldamos, retiramos os fatores que dissipavam calor e deixamos todo o calor na ponta, agredindo-a. Portanto após usar, limpe e coloque um pouco de estanho na ponta, para depois guardá-la no suporte.

Já se você é muito fanático pela sua estação e tem tempo de sobra, outra dica interessante é sempre que for deixar a estação ligada e em repouso, além de colocar estanho na ponta, abaixar a temperatura. É claro que, ao soldar, você deverá aumentar a temperatura e esperar o tempo de aquecimento da ponta. Mas dessa forma você garante uma vida útil grande para sua ponta de solda.

Outro hábito que é um erro é molhar demais a esponja vegetal que se utiliza para limpar a ponta. Essa esponja deve ser somente umedecida. Imagine a ponta da estação em uma temperatura de trabalho de 220°C tocando em uma superfície com temperatura ambiente (cerca de 25°C) e saturada de água, que dissipa muito calor. Isso faz com que a temperatura da ponta caia muito, e muito rapidamente. Essas variações bruscas de temperatura causam o que se chama de choques térmicos, o que diminui a vida útil dos materiais da ponta. Portanto, nada de molhar muito a esponja para aquela água durar uma semana.

Outro hábito errado com relação a limpeza da ponta na esponja vegetal é a forma de limpar. Muitas pessoas (inclusive eu novamente) tem a mania de limpar o 'ferro' da estação com ele deitado, para limpar também a lateral do ferro. Isso está errado. A única parte do ferro preparado para receber estanho é a ponta (por isso que o estanho só adere a ela) e, portanto, a única parte que deve tocar a esponja umedecida é a ponta. E a limpeza deve ser breve, nada de colocar a ponta por um longo período dentro da esponja. Eu fiz isso com uma ponta nova (estava ainda com o aspecto brilhoso) e ela saiu preta. Acredito que o que tenha acontecido seja a oxidação da ponta. Enfim, a ponta ainda funciona, mas, com certeza, perdeu parte de sua qualidade para solda.

Então por hoje é isso. Até a próxima e estudem muito. Eu mesmo estou estudando bastante sobre a parte de solda eletrônica (pois faz parte de meu trabalho) e, por isso, mais posts sobre isso deverão aparecer por aqui. Também continuarei com os posts sobre algoritmos e programação, principalmente agora que estou me atendo ao estudo de programação voltada a microcontroladores PIC. Se cuidem e cuidem também de suas estações de solda.

Qualquer dúvida, sugestão, elogios ou críticas, deixem um comentário. Fui.

domingo, 21 de abril de 2013

Algoritmos e Programação - Um pouco sobre C

Olá a todos. Finalmente continuaremos com nossa série de programação e algoritmos em C falando do C em si. Eu gostaria de começar falando dos algoritmos sequenciais, mas sem entender o C, percebi que não seria possível começar a falar dos algoritmos. Agradecimentos a minha namorada que se propôs a ler meu post. Ontem completamos um ano de namoro! \o/ Obrigado Elen, te amo!

C é uma linguagem de programação muito famosa e que serviu de bases para outras linguagens de programação mais contemporâneas, como C++ e C# (lê-se C Sharp). Devido a ser uma linguagem muito usada na "construção" de outras linguagens, ela é geralmente a primeira a ser aprendida e é nela que aprenderemos nossas noções de algoritmos.

C foi desenvolvido por Dennis Ritchie e Ken Thompson em 1973 (considerei o fim do desenvolvimento com a adição do tipo struct, fonte Wikipédia) com o propósito de implementar o sistema Unix, que foi um dos primeiros sistemas que não foi implementado usando linguagem Assembly. Com o tempo foram acrescentadas outras características à linguagem C e, com isso, o C poderia divergir entre compiladores diferentes. Devido a isso foi estipulado o C ANSI, que é o "C mínimo", ou seja, o conjunto de comandos e funções mínimas que todo compilador de C considerado ANSI deve ter.

Para quem não sabe, ANSI significa American National Standards Institute, que é um órgão semelhante a ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) no Brasil.

Para começar nosso estudo de C, vou colocar um pequeno programa e, depois, detalhar seu funcionamento e os comandos e funções usados nele.

/*Começo do programa*/

#include >stdio.h<
#include >stdlib.h< //desinverter os símbolos de maior e menor, pois se eu escrever da maneira certa,
//o blogger entende como código HTML e "come" a expressão

int nota_1, nota_2, nota_3, media;
main()
{
    printf("Digite a nota 1: ");
    scanf("%d",&nota_1);
    printf("Digite a nota 2: ");
    scanf("%d",&nota_2);
    printf("Digite a nota 3: ");
    scanf("%d",&nota_3);
    media=(nota_1+nota_2+nota_3)/3;
    printf("A media foi: %d.\n\n",media);
    system("pause");
}

/*Fim do programa*/

Primeiro, todo texto colocado entre /*  */ é um comentário. Comentários são textos que não entram para o código de programa, não são compilados e, portanto, não acrescentam tamanho no programa. Eles são muito importantes para que outros programadores e até o próprio desenvolvedor se entenda no meio do código. Embora neste pequeno programa eles pareçam desnecessários, em programas com mais de 1000 linhas eles são fundamentais. Outra forma de fazer comentários é usando barras duplas (//). Quando se usa barras duplas, todo texto daquela linha que se encontra após as barras duplas são considerados comentários. Essa característica foi implementada no C++ e ficou tão popular que a maioria dos compiladores C a utiliza. Porém cuidado! Essa forma de fazer comentários não faz parte do C ANSI, que utiliza apenas /* */. Caso seu compilador seja C ANSI, ou esteja configurado para entender somente C ANSI, utiliza apenas a forma /* */ para escrever seus comentários.

Após o primeiro comentário, existe uma linha #include . O comando #include manda o compilador incluir um arquivo ao seu programa. Esse arquivo pode ser uma biblioteca, como nesse caso. A biblioteca incluída foi stdio.h. Deixe-me explicar tudo de novo. A biblioteca stdio.h significa Standard I/O (entradas e saídas padrão). Nessa biblioteca estão definidas as funções que usamos durante o programa para ler o teclado (scanf) e para imprimir mensagens na tela (printf). A função da biblioteca é conter funções que utilizamos sempre e que, portanto, não queremos escrever em todos os programas que fizermos. A outra biblioteca, stdlib.h serve para permitir o uso do comando system("pause"), cuja funcionalidade explicarei mais adiante.

Depois do include temos a parte de declaração de variáveis. Uma variável é um espaço da memória que guarda um valor, um número binário. Temos também variáveis de vários tipos. No caso do programa acima, o tipo usado foi o int. Variáveis do tipo int ocupam, pelo padrão ANSI, 16 bits (2 bytes) e com isso representam números inteiros (SOMENTE INTEIROS) decimais de -32767 a 32766. Existem outros tipos de variáveis, mas, por enquanto, ficaremos somente com esse tipo. Na declaração de variáveis foram declaradas quatro variáveis, que se chamam nota_1, nota_2, nota_3 e media. Lembre-se que, dentro do código do programa, NÃO SE USA ACENTOS!!!

Após o include, existe a função main. A função main contém todos as funções e comandos que estão entre suas chaves que, neste caso, é todo o programa. A função main, que significa principal, existe em todos os programas e é basicamente por ali que o programa começa.

A primeira função do programa é a função printf, que imprime no dispositivo de saída padrão (a tela do computador) a mensagem colocada em seu argumento (dentro dos parênteses) entre aspas duplas. No caso do primeiro printf, a mensagem a ser mostrada é Digite a nota 1:.

A segunda função do programa é scanf. Essa função lê do dispositivo padrão (o teclado) o que foi digitado. Ela tem dois argumentos. O primeiro é "%d", que indica que o valor digitado será armazenado em uma variável do tipo inteiro, que é representado pelo %d. O segundo argumento, &nota_1, indica que o valor lido será armazenado na variável inteira que se chama nota_1. O operador & se refere a um ponteiro, que é o endereço da variável onde será armazenado o valor. Mas, por enquanto, esqueça isso. Lembre-se apenas que no scanf é necessário colocar & antes do nome da variável onde você quer armazenar o valor.

Após isso existem outros 2 printf e 2 scanf que fazem a mesma coisa que os anteriores, mas que armazenam valores na variáveis inteiras chamadas nota_2 e nota_3. Tanto a função printf quanto a função scanf estão declaradas dentro da biblioteca stdio.h, que nós incluímos ao nosso programa na primeira linha com o comando #include

Após os printf e scanf temos um cálculo matemático. Nessa parte, acredito que não existam maiores dificuldades no entendimento. Essa linha diz que a variável média recebe o valor da soma das três notas (nota_1+nota_2+nota_3) dividido por três, que é o cálculo da média aritmética.

Continuando, existe um último printf que vai mostrar o valor calculado da média na tela. Dentro do argumento entre aspas existe um %d. Já vimos no scanf que o %d se refere a uma variável do tipo inteira. Isso informa ao printf que ele irá mostrar na tela um valor numérico que está em uma variável inteira. Mas qual variável? Devemos informar ao printf o nome da variável cujo valor queremos mostrar na tela. Para isso colocamos o nome da variável fora das aspas duplas, separada por vírgula, como exemplificado no comando acima.

Dentro daquele printf também existe um \n (contra-barra n). Esse comando informa ao printf que é necessário pular uma linha, como se fosse um Enter no bloco de notas. No caso do programa acima, eu coloquei dois \n pois quis pular duas linhas. ;)

Por fim, o comando system("pause"). Ele está lá pelo seguinte motivo. Se você fizer o programa sem ele, o programa irá funcionar. Só que, imediatamente após calcular o valor da média e mostrar na tela, a janela do programa irá se fechar, sem dar tempo para você ler o que estava escrito nela. O comando system"pause") cria uma pausa no programa. Essa pausa dura até que você pressione alguma tecla. Então, se você já baixou o DevC++, copie e cole este programa simples lá, salve em algum lugar qualquer (como a área de trabalho) e compile ele. Para compilar, você pode usar a tecla de atalho (F9), ou ir em Execute->Compile.

Práticas (após conseguir fazer o programa funcionar):

1) Retire o ponto-e-vírgula (;) de algum dos comandos do programa e tente compilá-lo. Ele funciona? Coloque os ponto-e-vírgulas de volta.

2) Retire o & antes da variável no scanf. O programa continua funcionando? O que acontece? Após, coloque o & onde ele estava.

3) Substitua a linha do último printf (aquele que mostra o valor da média) pela linha de código abaixo. Compile o programa. O que aconteceu?

printf("nota 1:%d\nnota 2:%d\nnota 3:%d\nmedia:%d\n\n",nota_1,nota_2,nota_3,media);

4) Escreva suas dúvidas, sugestões e comentários nos comentários e me ajude a constuir o próximo post sobre Algoritmos e Programação. Espero no próximo post começar a falar dos algoritmos propriamente ditos, como algoritmos sequencias. Mas só poderei fazer isso se pelo menos o básico de C já estiver dominado. Então, continuem estudando e abraço. Até a próxima.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Problemas!!!

Ihhh pessoal, deu um problema e todas as fórmulas matemáticas pararam de funcionar!
Este problema foi apontado por um leitor em um post. Eu corrigi o problema localmente, mas constatei que isso aconteceu em todos os posts. E não foi só aqui no blog. Eu procurei e descobri que outros blogueiros que utilizavam a mesma técnica que eu utilizava tiveram o mesmo problema. :(
Estou buscando um outro meio de postar equações matemáticas no blog, um jeito diferente pois, já que esse método deu problema, não vou utilizá-lo de novo.

Abaixo vai uma amostra do novo método. Se você consegue ver uma fórmula matemática abaixo, então estamos no caminho certo.

Quando puder, corrijo todos os posts do blog, que vai dar um trabalho do caralho. Mas enfim, C'est la Vie...

limx→∞f(x)=0

Teste 2:

limx→−∞f(x)=0

O segundo limite eu gerei com um código HTML.

Só falta descobrir como fazer frações em HTML

PS.: Eu não sei muito bem o que estou fazendo. Espero que dê tudo certo...

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Tabela de Preços

Alguns profissionais preferem, para sua melhor organização, elaborar uma tabela de preço. Nela existe o preço cobrado dependendo do serviço realizado. Hoje gostaria de mostrar para vocês a tabela de preços de nosso já conhecido amigo Peludu, o "pedrecista" faz tudo...

* Quebra galho
R$ 90,00
* É só um ajustinho
R$ 85.00
* Parafusinho
R$ 65,00
* Favor para amigo
R$ 70,00
* Só uma olhadinha
R$ 90.00
* Meu filho desprogramou
R$ 65.00
* Fulano faz por tanto
R$ 110.00
* Eu nem mexi
R$ 70.00
* Coisa simples
R$ 50.00
* Deve de ser um fiozinho solto
R$ 80.00
* Só pra ver como fica
R$ 55.00
* É só pôr isso no lugar
R$ 85.00
* Aparelho mexido por curioso
R$ 100.00
* Deve ser um fuzível
R$ 75.00
* Meu aparelho não tem nada é só um "detalhezinho"
R$ 90.00
* Serviço pra ontem
R$ 150.00
* Serviço pra já!
R$ 230.00
* É uma pecinha solta
R$ 50.00
* Duas pecinhas soltas
R$ 100.00
* Só uma soldinha, até eu mesmo faria
R$ 85.00
* Eu não confio em deixar com qualquer um, tem que ser hoje ou levo pra outro
R$ 150.00
* Eu mesmo troquei
R$ 85,00
* Me disseram pra instalar
R$ 90,00
* Eu juro que não apaguei
R$ 150,00
* Derramei em cima
R$ 95,00
* Meu amigo que fez
R$ 120,00
* Não lembro
R$ 165,00
* Peguei na internet
R$ 50,00
* Instalei do CD da revista
R$ 45,00
* Até ontem funcionava
R$ 77,00
* Se arrependimento matasse
R$ 320,00
* Minha irmã que mexeu
R$ 90,00
* Meu irmão que mexeu
R$ 120,00
* Lavei para limpar
R$ 180,00
* Caiu "Drento"
R$ 110,00
* Quebro sozinho
R$ 118,00
* Eu juro que "num fui eu"
R$ 130,00
* Me disseram que era bom
R$ 95,00
* Tá caro
R$ 480,00
* Vírus
R$ 130,00

Hahaha. Isso também mostra o calibre dos clientes que contratam os serviços de nosso amigo... Bem, até a próxima aventura de Peludu, o "pedrecista" faz tudo. Abraço!

Aniversário do Blog II

Para ser mais preciso, no dia 02/02 este Blog completou 2 anos de existência. \o/

Já tivemos no blog cerca de 105.000 visualizações e 40 comentários, que sempre foram de pessoas satisfeitas com o blog. Isso significa que, ou todos que visitam o blog saem satisfeitos, ou quem fica insatisfeito não comenta. O que é uma pena. Se você não gostar de alguma coisa e tiver uma sugestão de melhoria, por favor, expresse em um comentário. Nunca tivemos um comentário com sugestão de tema para um post. Então, se você quiser ser o primeiro a dar uma sugestão... fique à vontade.

Outra coisa... sempre tive a vontade de conseguir uma câmera filmadora, daquelas digitais mesmo, nada profissional, para fazer alguns vídeos. É que eu acho que certas coisas são difíceis de explicar e mostrar só com imagens e palavras. Quem sabe este ano o blog não adquira uma câmera digital, nem que seja emprestada para alguns posts.

Para este terceiro ano de Nerd Elétrico, temos algumas metas:

* Fazer a série de posts sobre Algoritmos (já em andamento), Programação e Linguagem C;
* Fazer uma série de posts sobre Eletrônica Digital (já em andamento) e Microprocessadores, que provavelmente será da família PIC;
* Fazer mais posts analisando circuitos práticos (já em andamento) e fazer alguns vídeos mostrando as montagens e o funcionamento real dos mesmos;
* Ainda ligado ao item de cima, fazer uma série de posts sobre amplificadores com transistores;
* Mudar a imagem do título do blog, que já tá antiga;

A demora dos posts é que, basicamente, o blog reflete o meu aprendizado dos conteúdos postados. Muitas vezes eu posto sobre assuntos que estou estudando no momento. Então a demora se deve ao fato de eu ter que "dominar" um pouco mais o assunto, para não falar tanta asneira aqui no blog.

Por enquanto vamos ficar com apenas estes objetivos. Claro que, durante o percursos, a disponibilidade de tempo pode permitir mais coisas. Mas eu quero, para 2013, realizar pelo menos os 5 itens citados acima. E saiba que é muito importante os comentários de vocês que visitam o blog. Basicamente, são os seus comentários que nos animam a continuar postando. Talvez sem seus comentários perguntando e apoiando, o blog já não existisse mais. Claro que este não é um blog famoso, nem muito visitado. Mas se aqueles que buscam um pouco de conhecimento em eletrônica encontrarem o que procuram aqui, isso já é a maior recompensa que poderíamos querer. Abraço e continuem estudando.